quinta-feira, 13 de outubro de 2011

(rEfLeXãO pEsSoAl) Sobre Encontro de Rodeio-SC


O Encontro de Rodeio-SC marcou-me profundamente, especialmente por ser o Primeiro Nacional/Provincial e por contar com a participação tão diversificada de simpatizantes. Foi tão diversificada em regiões de moradia como em pensamentos. Muito foi dito, refletido, simbolizado e fica para mim que o mais importante foi perceber que não estamos sozinhos. Há espalhadas pelo Brasil pessoas com ideais parecidos, que buscam a fraternidade, o Bem, a partilha do Carisma Francisclariano. Nossos caminhos estão sendo trilhados baseados no prisma de São Francisco e Santos Clara, mas sem deixar de lado as “vicissitudes do tempo”, o que significa dizer que: tentamos a nosso modo, adaptados a nosso tempo e realidade social e política, viver o exemplo primeiro. Sem deixar que seu Amor, sua profundidade da Fé se perca ou se “transforme”. Porque se ela se transformar, deixa de ser Francisco.

Chamou-me atenção especial a história de João Cereale e sua mulher que ajudaram na criação da sede da Congregação e quem sabe podem ser considerados como os primeiros simpatizantes lá no início do século passado?

 Meu coração então saiu do encontro ao mesmo tempo repleto e sedento. Parece ambigüidade mas não o é. Digo Repleto porque está cheio de Fé, Religiosidade, felicidade, Paz  e Bem!!! Digo Sedento porque agora vou a busca de mais conhecimento, quero beber mais intensamente nas fontes franciscanas, perceber o Amor fraterno, o Amor do Irmão Sol e Irmã Lua, da face dos povos, dos pequenos gestos diários... Minha visão antes “limitada” se abre para a janela do tempo, para a alma do mundo!

Levei meu pequeno Augusto, de 2 anos, e algo que percebi profundamente foi o sentimento de ajuda, carinho e cuidado para conosco, que partiu de todos que me ajudaram a cuidar dele durante o encontro; obrigado a todos/as, sem vocês eu não teria participado e dado minha pequena colaboração. E é com muita felicidade que agradeço também a recepção carinhosa das casas onde nos hospedamos;

Paz e Bem!!! E até o próximo encontro!!!
                                                                                     Gisele Portes

1º Casal de Simpatizante do Carisma



TEXTO DE IR. AUGUSTA SOBRE A PRESENÇA DOS LEIGOS E LEIGAS NA CAMINHADA DAS IRMÃS CATEQUISTAS FRANCISCANAS NO INÍCIO DA CONGREGAÇÃO.


_______________________________________________________


Senhor João ou (Joanne) Cereale e
Senhora Maria Monteverdi


Quero colocar aqui alguns traços de um homem que, a meu ver, poderia ser considerado junto com sua esposa, o primeiro casal de Simpatizantes do Carisma, ou melhor, do jeito de ser da Irmã Catequista Franciscana.

Estou falando do Senhor João Cereale, que podemos vê-lo nesta foto de 1921 junto a um grupo de jovens Irmãs. No centro está Irmã Clemência Beninca da Congregação das Irmãs da Divina Providência, que por 14 anos coordenou, orientou, acreditou, estimulou junto com o fundador Frei Policarpo Schuhen, a Congregação, na época chamada de Companhia, tanto que quando assinava algum papel ela mesma se designava “Diretora das Catequistas” e Irmã Ambrosina da mesma Congregação, que a auxiliava como orientadora pedagógica das primeiras candidatas professoras. Vemos aí, à esquerda, Frei Policarpo e à direita de quem olha, o grande benfeitor João Cereale. Só não está a esposa, porque partira para a eternidade ainda em 1915.
O que me chama a atenção, é que nossa Crônica o chama de segundo fundador da Congregação. Isto me faz afirmar que ele e sua esposa, casal de leigos, foram o primeiro casal de Simpatizantes.

Um edifício nunca é construído por uma pessoa só. A Congregação não nasceu da noite para o dia. Havia uma necessidade e uma exigência do governo de Santa Catarina: professores que dessem aula em língua portuguesa. Havia um povo imigrante que reclamava catequese para seus filhos. Houve um idealizador, o Frei Modestino Oechtering. Um Pároco inteligente e ousado que soube captar a idéia e colocá-la em prática, chamado Frei Policarpo Schuhen. Nada, porém, teria acontecido se umas mulheres corajosas não tivessem escutado o chamado e dado o seu “Sim” desafiador. Em 1913 Irmã Amábile Avosani e em 1914, Irmã Maria Avosani e Irmã Liduína Venturi. Elas acataram este desafio, confiando somente naquele que disse: Não tenham medo. Eu estarei com vocês! Jesus.
Quem as acolheu na sua casa, acreditou na ação do Espírito e orientou foi outra  grande mulher chamada Irmã Clemência Beninca, já religiosa da Congregação da Divina Providência, que trabalhava como orientadora do grupo de Filhas de Maria e da Ordem Terceira Secular, além de professora na Escola Paroquial, onde nossas primeiras irmãs estudaram.
No começo de 1915, considerado ano da fundação, o grupo das três primeiras: Amábile, Maria e Liduina, afirmaram para Frei Policarpo, que seu Sim seria para sempre, causando surpresa e alegria ao fundador. Porém, o grupo de começou a aumentar.
No final de 1915, já eram nove jovens e no final de 1916, vinte e uma irmãs. Está claro que não poderiam continuar morando sempre no convento Menino Deus, das Irmãs da Divina Providência, em Rodeio, onde foram acolhidas no início.
É aí que entra a história de nosso querido amigo João Cereale que acreditou na Missão Evangelizadora do pequeno grupo de que surgia.

Como se deu isso?
Durante o ano de 1913, a corajosa jovem Amábile Avosani ficou hospedada na casa da família Cerrutti, em Aquidabã, hoje Apiúna.

João Cereale

Em 1914, o casal João ou (Giovanni) Cereale e Maria Monteverdi, que não tinham filhos, acolheu Amábile em sua casa. Começou uma vivência fraterna e pacífica. Não é por nada que Amábile sempre teve grande apreço por este casal, vindo ele a ser uma espécie de pai e “nonno” das Irmãs. Eles apreciavam demais o desenrolar dos trabalhos criativos de Amábile na escola, na igreja e na comunidade. Vendo que o grupo crescia e não tinham onde morar e se encontrar nas férias, dialogando com Frei Policarpo, vendeu tudo o que tinha em Aquidabã e junto com o referido Frei compraram uma casa velha em Rodeio, no final de 1915. Nesta obra, ele empregou tudo o que tinha, como veremos depois no relato da crônica.
A esposa Dna. Maria Monteverdi estava muito doente. No começo de 1916, Ir. Maria da Silva passou a cuidar dela como enfermeira.  No dia 16 de abril ele resolveu mudar-se para Rodeio. Infelizmente, mal haviam chegado em Rodeio a esposa  veio a falecer, desprendida de todos os bens materiais, mas com a certeza que estes bens iriam contribuir para uma bela causa. Era dia 22 de maio de 1916.
Dna. Maria não pôde ver a alegria e o crescimento das corajosas moças que chegavam a toda hora, e Irmã Clemência, com a ajuda de Ir. Ambrosina (primeiras na foto do grupo), as preparava para assumir novas escolas onde a alfabetização, educação e evangelização aconteciam pela ação do Espírito Santo, somada pela boa vontade, dinamismo e simplicidade destas moças.
Assim, graças à generosidade deste casal benfeitor, Joanne Cereale e Maria Monteverdi, a partir de 1916, as irmãs puderam ter sua casa de encontros, passar as férias, dialogar, estudar, sempre ajudadas pela perspicácia, amor, abnegação, desinteresse e humildade de Irmã Clemência Beninca e pelo saber pedagógico de Ir. Ambrosina, que não interferiram no novo e diferente que estava surgindo.
Nossa crônica diz: ”Como o senhor Cereale e sua esposa haviam dado terreno e casa às Catequistas, assim também, o mesmo benfeitor dotou-as da mobília necessária. Foi ele que mandou fazer as camas em número de trinta a quarenta. Foi ele que deu as roupas necessárias para as camas. Comprou ainda tecido necessário para a confecção das vestes das Catequistas. Foi ele que, dando os animais que possuía, deu um seguro material, como Deus tinha dado pelo Senhor Bispo um seguro espiritual, expressando a bênção e a vontade de Deus. Como outro Cristo, ele se despojou de tudo para dar às abnegadas filhas de São Francisco tudo o que era necessário. Alma grande, alma rara, alma generosa do nunca esquecido João Cereale”.
E ainda diz: “O velho João Cereale, além de tudo o que tinha dado à companhia, ainda deu o próprio trabalho. Incansavelmente trabalhava na horta e na roça e fazia as viagens para as Catequistas, levando-as a seu destino ou buscando-as no tempo de férias. Na lembrança do povo ainda estão suas expressões cheias de reverência: ”Fui encarregado de buscar as Reverendas Maestras”; e ainda: “Tenho a honra de vos confiar as reverendas Catequistas”. Numa palavra, o Senhor Cereale, chamado o “Nonno” era impagável: todo de Deus e todo a bem fazer”.
Acrescenta ainda a crônica: No dia 16 de junho morreu o segundo fundador da Companhia, o Senhor João Cereale. Sua morte foi o eco de uma vida verdadeiramente católica. Até o último dia foi participante atento e devoto de todos os atos religiosos na igreja-Matriz. Sucumbiu já nonagenário, a um ataque de coração, perdendo o uso dos sentidos e morrendo placidamente, depois de ter sido ungido com os santos óleos. Seu enterro, num domingo à tarde foi um ingresso glorioso no cemitério. “Sepulcrum eius erit gloriosus. R.I.P. (Seu sepulcro será glorioso. Repousa em paz”).
Note-se que, como o casal não tivesse filhos e estava com idade avançada, e comungando da idéia de servir a bela causa, decidiram transferir-se para a sede da paróquia de Rodeio, também para estarem mais próximos da igreja e, com maior facilidade participar da vida da comunidade eclesial. João Cereale faleceu em 1926.
A Congregação está quase completando cem anos de fundação a serviço do povo. Queremos registrar aqui um agradecimento especial a João Cereale e a Maria Monteverdi pela cooperação prestada no começo da caminhada. “Devemos aprender com os antigos como fazer o novo”.
Queremos ainda dizer que, diversos leigos nos ajudaram no começo e ao longo dos anos. É que no começo até 1926, havia uma espécie de asilo na mesma casa. Eles vinham, ajudavam nos trabalhos pesados, quando doentes as Irmãs cuidavam deles e, ao morrerem deixavam seus poucos bens para a Companhia.
Podemos citar o nome do Senhor Francisco Debarba, pai de duas Irmãs Catequistas, que pediu e foi aceito como morador da casa em 1920. Deu às irmãs tudo o que tinha para ser cuidado até a morte, deixando os seus bens para a Companhia. Muitas de nós o conhecemos como nono Debarba. (Não podemos confundi-lo com João Cereale). No começo era um homem forte e de boa saúde. Prestava serviços nas roças, nos arrozais e no trato dos animais. Durante trinta anos, cumpriu a tarefa de tocar a campainha às 04h15min, para acordar as pessoas da casa. Muito religioso, de missa e terço diários. Morreu a 17 de novembro de 1949.


“Enfrente o seu medo e transforme-o em força de vida”.
                                                                                                   (Anselm Grün)


Rio dos Cedros, 01 de outubro de 2011.
Irmã Augusta Neotti

Francisco de Assis: um projeto de vida para nossos tempos



Ao celebrarmos a Solenidade de nosso Pai São Francisco, bate em nosso coração um forte sentimento de saudade. Temos saudades do Francisco apaixonado pela vida, do Francisco irmão de toda criatura, do Francisco pobre e companheiro dos pequenos e excluídos, do Francisco peregrino e forasteiro, do Francisco cantor da alegria e do sofrimento, do Francisco de Clara, de Antônio e de cada um de nós.
Mas, esse sentimento não pode reduzir-se a um simples recordar, nostálgico e melancólico, mas tornar-se realidade, atitude concretas, principalmente a todos os que se dão o adjetivo de “franciscanos e franciscanas”.  Ser franciscanos e tornar atual o carisma do Poverello de Assis, é trilhar caminhos de fraternidade, de solidariedade, minoridade e oração.
Neste dia festivo somos convidados a avaliar nossa caminhada e firmarmos propósitos evangélicos, afinal, esta é a vida de todo e qualquer franciscano: viver o Evangelho.

Viver o Evangelho em minoridade.
Ser para o mundo sinal de contradição. Numa sociedade que prega a busca de status, poder, sermos sinais de simplicidade, de desapego. Não queremos ser donos nem senhores. Para tal, urge que tenhamos novas posturas frente aos títulos e privilégios que a sociedade confere aos membros da hierarquia e religiosos; aos títulos e honrarias que são oferecidos aos estudados, em detrimento dos que não tiveram acesso a uma educação de qualidade; na execução dos papéis sociais, não assumindo atitudes autoritárias, de imposição e inibição dos irmãos.

Viver o Evangelho em pobreza.
Não desejar ter além do necessário para uma vida digna. É inconcebível pensar franciscanos e franciscanas preocupados com aplicações financeiras, rendimentos bancários, especulações imobiliárias, lucros... o sinal mais eloqüente da vivência franciscana do Evangelho é a vida de pobreza, onde, em solidariedade com os menos favorecidos de nossa sociedade, buscamos viver o despojamento, o pão-de-cada-dia, a confiança na Providência Divina.  Cuidarmos da nossa maneira de vestir, de alimentar, de consumir... Trabalhar nossos desejos, não querendo apropriarmo-nos de bens e pessoas.

Viver o Evangelho em fraternidade.
Sentirmo-nos irmãos de toda criatura. Sonharmos a fraternidade universal com Francisco e Clara. Reconhecermos em cada pessoa a imagem do Criador, não desprezando ninguém, nem as julgando inferiores e, muito menos, desprezíveis. Sermos sinais de misericórdia e acolhida, apoio e conforto nas dificuldades, solidariedade e compaixão nos sofrimentos. Estabelecermos relações firmadas nas pessoas e em sua dignidade, não em seus bens ou posições sociais. Construirmos relações firmadas na verdade e no respeito ao outro, com autenticidade e respeito às diferenças.

Viver o Evangelho em comunhão com toda a natureza.
Em tempos de acelerada destruição e violação dos direitos da natureza, somos convocados à missão de defesa e cuidado com toda forma de vida. Unirmos nossa voz às vozes de tantos homens e mulheres que buscam proteger as matas, as nascentes, a qualidade do ar que respiramos, a Mãe Terra, em ONGs, Associações e Movimentos Ecológicos. Buscarmos uma qualidade de vida, com alimentação adequada, mais natural e menos artificial.

Viver o Evangelho em espírito de oração.
Sermos pessoas orantes, contemplativas, em constante busca da vontade do Senhor. Mantermos um diálogo aberto com o Pai, em momentos de oração pessoal e comunitária; buscarmos lugar de deserto e de silêncio; cultivarmos a leitura da Bíblica como prática cotidiana, exercício de intimidade com o Pai; alimentarmos práticas devocionais que nos aproximem da Virgem Maria e dos Santos, autênticos praticantes do Evangelho.

Viver o Evangelho em pureza de coração.
Desejar apenas uma coisa: viver o Evangelho, servindo ao Senhor na construção de seu Reino. Sermos puros e sinceros em nossa vivência com o Senhor, não desejando o mal e nem sendo instrumentos de discórdias.  Não nos perdermos na imensidão das ofertas que o mundo de hoje nos apresenta, colocando a centralidade de nossa vida em Jesus Cristo em sua proposta de vida.

Viver o Evangelho em construção da paz.
Em tempos de guerra e de cotidianas cenas de violência, sermos sinais de paz, de diálogo e entendimento. Anunciarmos um tempo de paz com atitude de não-violência, de defesa da justiça e da dignidade de cada criatura. A paz está intimamente ligada à justiça, por isso não podemos ser coniventes com estruturas de morte que invadem as vidas das pessoas, roubando-lhes sua dignidade.

Viver o Evangelho... Simplesmente viver...
Que São Francisco de Assis, o jovem de Assis que, em seu tempo, foi um sinal eloqüente do Projeto de Vida de Jesus Cristo, nos inspire a assumirmos audazes e corajosas opções em favor da vida.
Que não nos acomodemos na segurança das instituições e do capital, assumindo discursos que justifiquem tais posições, vivendo a hipocrisia da aparência e do farisaísmo tão atacada por Jesus nos Evangelhos.
Que sonhemos um sonho de paz, de harmonia, de consciência de nossa minoridade, mas da certeza que com Deus somos muito mais, se dermos as mãos e formarmos a grande fraternidade sonhada por Francisco.
Feliz dia de Nosso Pai São Francisco!
Fraternalmente,
Frei Gilberto Teixeira da Silveira, fsma

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

(pArTe 4) Encontro Nacional/Provincial de Simpatizantes (Rodeio – SC) algumas fotos

Por Marlene Eggert
A partilha

Mascotes do encontro

Subgrupo de estudo

Outro subgrupo de estudo

... de estudo

Terminando as colagens do estudo

Finalizando para apresentação 

Deixaram o microfone "dando sopa"... eu peguei

Reflexão no poço, domingo de manhã




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

(pArTe 3) Encontro Nacional/Provincial de Simpatizantes (Rodeio – SC) algumas fotos


Fotos por Ir.Beatriz Maestri

O grupo

Subgrupo de reflexão e sua montagem em cartolina, na mesa

(pArTe 2) Encontro Nacional/Provincial de Simpatizantes (Rodeio – SC) algumas fotos

Por Ir.Marlene Eggert
Turma reunida no intervalo
Cenário Especial - pés com todas cidades 
Homenagem Especial a Ir. Terezinha




Momento de descontração para fotos


Voltando do momento de reflexão

Subgrupo para reflexão

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Encontro Nacional/Provincial de Simpatizantes (Rodeio – SC) algumas fotos

Momento antes do início

Oração inicial - Simpatizantes MG

Continuidade da Oração

Entrega de lembranças Especiais

Representantes de MG com uma Ir. de 90anos que nos recepcionou

Momento reflexivo próximo ao poço

Teatro apresentado no momento de Recreação

Momento Reflexivo


Simpatizantes


Reflexão em grupo
Como ocorreu um "acidente/incidente" perdi todas as fotos que possuia do encontro, irei postando a medida que vcs me enviarem aquelas que vcs tiraram. Somente tem no post fotos dos de MG porque a única simpatizante que me enviou foi de MG, favor me enviem o restante (do grupo todo, dos grupos por estado e cidade) Um abraço,Gisele

Encontro Nacional/Provincial de Simpatizantes (Rodeio – SC) -Parte 1



 O encontro foi realizado nos dias 1 e 2 de outubro na casa mãe de Rodeio-SC. Havia participantes de SC, SP, MG, DF, GO,PR,MA (as principais fotos foram perdidas,mas vou tentar recuperá-las através dos olhares dos amigos simpatizantes e vou postanto devagar)

 No sábado a programação resumida constou de :

1)    Acolhida e apresentação
2)    Oração dos simpatizantes de MG
3)    Palavras e Reflexões com Ir.Terezinha Sotopietra
4)    Trabalhos em grupo e suas partilhas
5)    Recreação

No dia 2:

1)    Apresentação do blog dos simpatizantes pelos representantes de MG
2)    Momento orante
3)    Apresentação do pré-projeto de Formação
4)    Repasse do encontro de Curitiba
5)    Informes e avaliação do encontro

Colocarei as orações em tópicos separados para maior proveito de todos.

Ponto chave do encontro se fez na palestra de Ir.Terezinha Sotopietra que com certeza tocou o coração de todos e ampliou nossos horizontes para uma maior reflexão e aprofundou nossa religiosidade. Expos fatos, vivência, experiência, cidade, contexto em que viveu Francisco de Assis bem como sua conversão. Nos esclareceu pontos do Carisma Fundacional que é composto de:

Gratuidade de Deus
Deus se encarna em cada tempo da história : Ele se tornou humano para vivenciar o humano.
O espírito de Deus é criativo
“ O amor não se segura, ele se reinventa, se transforma”
“Tu me seduziste e eu me deixei seduzir”

Sensibilidade Humana
“O dom é a especialidade vinda de Deus”
Inicia-se com 1 ou mais pessoas (como no caso de Francisco e Clara) conforme necessidades históricas
O carisma deve ser tão vivo quanto no início, mesmo que de formas diferentes (outros tempos, outra realidade...)
O nosso é comunitário

Vicissitudes do tempo
Nenhum grupo se mantem em função de si mesmo
A história, a realidade, as exigências mudam, devemos também mudar nosso “jeito”
Ter respostas atuais, ousadas (nós) com o espírito inicial (franciscano)
É interessante para tanto o conhecimento da história e dominância de classes na época de Francisco. (tópico já postado anteriormente)
“Nós somos o que somos, diante de Deus”

A proposta de Francisco foi:
- Morar fora da "cidade" (sair dos conventos, do sistema da época, do "mundo")
- Ir pobre, em comunidade, entre "leprosos" (eram pessoas altamente discriminadas pela sociedade, quando diagnosticada o padre fazia o ritual de morte (em vida, para a família) e o portador da doença saia da cidade)
- "A humildade traz relações mais humanas e duradouras"
- Viver em nova economia, trabalho para sustento de todos e não para o acúmulo
-" O humilde não exerce poder sobre ninguém"
- A contemplação de Clara é olhar para fora, para os outros e não para si

Economia Evangélica

Não se pode esperar sociedade igualitária com práticas injustas.
Não fortalecer o mundo injusto
Cuidado com a natureza
Economia e consumo solidários
Nova proposta: trabalho não para o acúmulo

Muito também foi discutido ("ferrenhamente" digamos, rs, entre os simpatizantes) os conceitos chave de FÉ, RELIGIOSIDADE E RELIGIÃO 
As pessoas podem ter fé e não ter religiosidade, assim como podem possuir uma religião e não possuir fé e possuir religiosidade e não ter religião. Se possuimos os pontos em comum das três então alcançamos uma sabedoria impar, acredito. Participantes colocaram questões interessantes como por ex, a ampla discussão atual sobre religião (qual seria a "melhor", mais "correta") e pouco se fala de religiosidade.
Assim, compreendi que:
A Religião é um processo relacional desenvolvido entre o Homem e os poderes por ele considerados sobre humanos, no qual se estabelece uma dependência ou uma relação de dependência. Essa relação se expressa através de emoções como confiança e medo, através de conceitos como moral e ética, e finalmente através de ações (cultos ou atividades pré estabelecidas, ritos ou reuniões solenes e festividades). A Religião é a expressão de que a consciência humana registra a sua relação com o inefável, demonstrando a sua convicção nos poderes que lhes são transcendentes. Esta transcendência é tão forte, que povoa a cultura humana.
Alguns teólogos defendem a idéia de que: “A Existência de Deus é uma necessidade”, no entanto queremos enfatiza-la como “A Necessidade”, porque nenhuma outra por mais sublime que a seja, equiparasse com a existência da “Vida de todas as vidas”. Podemos compreender que através da aceitação de Deus ou de um ser sobre humano, o ser humano consegue atribuir sentido metafísico às coisas. Sentido este que exorta a extrapolação do sensorial. Fora disto, tudo é vazio e não há compreensão que abarque a “inexistência como existente” e o acaso como responsável por todas as coisas.
A religiosidade é uma qualidade do indivíduo que é caracterizada pela disposição ou tendência do mesmo, para perseguir a sua própria Religião ou a integrar-se às coisas sagradas.  Precisamos diferir o ser possuidor de religiosidade, do religioso, que é fruto do sistema religioso.

" A melhor religião é aquela que me faz sentir melhor" (Sotopietra)

Bom, sua palestra foi ministrada de forma que os "leigos" pudessem compreender apesar de complexa em reflexões e esse é um pedacinho dela que ficou em mim e ressignificou minha caminhada.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Filme da vida de São Francisco - para comemorar seu dia 04 outubro

Paz e Bem!!!
Um lindo presente para todos nesse dia tão especial!!!


Filme de 2007 que retrata as vidas de São Francisco, Santa Clara e seus conterrâneos Santa Inês, São Bernardo, Santo Egídio, Santa Beatriz, Iluminato e outros tantos jovens heróis que, negando a si mesmos e abraçando suas cruzes, eternizaram a milenar Assis fundando a Ordem dos Frades Menores e as Irmãs da Pobreza, no alvorecer do áureo Século 13, auge do medievo cristão.(obs: não se esqueça de parar a música de fundo do site, no seu lado direito abaixo das" Postagens mais Acessadas")


Parte 1





Parte 2 - continuação


Mosteiro de São Damião

Vídeo com imagens do convento de São Damião, onde a imagem falou a São Francisco. Partes do Convento   de Santa Clara.

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