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domingo, 27 de maio de 2012

Senhor


Caminha conosco Senhor;
Fica conosco Senhor.

                                                      Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS 



Caminha conosco, Senhor, quando o desânimo ameaça paralisar nossos passos e o horizonte se enche de sombras obscuras que impedem ver a nova aurora.
Fica conosco, Senhor, quando nos domina a agitação febril do fazer e do produzir e não sobra mais tempo para o repouso e a paz, a oração e a contemplação.

Caminha conosco, Senhor, quando a estrada é íngreme e tudo em volta é deserto. Sentimo-nos órfãos e solitários, perdidos e abandonados em becos sem saída.
Fica conosco, Senhor, quando somos tomados pelo frenesi do ter e do consumir e esquecemos de que poucas coisas, frugais e sóbrias, bastam para fazer-nos felizes.

Caminha conosco, Senhor, quando a escuridão da noite nos enche de medo e angústia e tudo em volta parece povoado de vozes estranhas e fantasmas desconhecidos.
Fica conosco, senhor, quando os minutos e as horas, os dias, os meses, os anos são devorados pelo afã de aplausos e títulos, riqueza e poder, fama e celebridade.

Caminha conosco, Senhor, quando o fardo dobra de peso, as pernas tremem e vacilam, a cruz das dores e do sofrimento se amplifica e não sabemos como carregá-la. 
Fica conosco, Senhor, quando, apesar da carga que nos encurva os ombros, teimamos em ir adiante, não admitindo a fragilidade, nem a necessidade de parar.

Caminha conosco, Senhor, quando o ruído das coisas, das máquinas e das pessoas nos tornam surdos aos apelos que nos chegam do alto e do chão, de dentro e de fora.
Fica conosco, Senhor, e ensina-nos a resgatar o dom do silêncio e da escuta, na busca de um oásis de paz e quietude, em meio às turbulências do cotidiano.  

Caminha conosco, Senhor, quando nos surpreendem as encruzilhadas da vida. Ilumina o rumo de nossa escolha; para não perdermos a direção do porto.
Fica conosco, Senhor, quando as nuvens se adensam e perdemos a luz do sol.
Ensina-nos a acender uma vela, por menor que seja, ou caminhar no escuro.

Caminha conosco, Senhor, quando a multidão apressada nos absorve e atropela e nos fragmentamos em mil funções desconectadas de um eixo seguro.
Fica conosco, Senhor, quando necessitamos recolher nossos fragmentos dispersos e reconstruir o significado e a coluna vertebral da existência dilacerada.

Caminha conosco, Senhor, quando a ânsia dos shows, da imagem e dos espetáculos nos leva a substituir a via lenta e longa do processo pela vida curta do evento.
Fica conosco, Senhor, quando precisamos acreditar no fermento e na semente que germina no ventre úmido e oculto da terra, antes de buscar o sol, o ar e o céu.



Caminha conosco, Senhor, quando atividades desencontradas travam a trajetória e nos perdemos em meio a um corre-corre que ameaça submergir-nos.
Fica conosco, Senhor, quando a sede, a fome e o cansaço batem à porta.
Nutre-nos com Tua água viva, teu alimento eucarístico e teu repouso vivificante.

Caminha conosco, Senhor, como o fizeste com os discípulos de Emaús.
Sê um forasteiro que interpela os fatos e os ilumina com a Palavra.
Fica conosco, Senhor, quando declina o dia e as trevas se aproximam.
Sê, ao mesmo tempo, nosso hóspede e anfitrião, que oferece pão e salvação.    


domingo, 29 de abril de 2012

"Sonho Compartilhado"

    Essa é a nova edição, recém-lançada, do livro dos Simpatizantes do Carisma Francisclariano da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. É uma rica fonte de alimento aos simpatizantes trazendo em sua estrutura o Nosso Projeto de formação, textos de espiritualidade, do caminho de Francisco e Clara de Assis e seus peregrinos... e finaliza com poemas e celebrações diversas. Obrigada pelo presente que nos foi enviado no Encontro Regional de Simpatizantes de MG, ontem em Camargos.


    Segue uma das orações nele contida:

Senhor, fazei-nos instrumentos de missão!
Onde encontrarmos pessoas encurvadas, 
que ajudemos a levantar-se.
Onde a injustiça teima em reinar,
que levemos a justiça transformadora da sociedade.
Onde a desigualdade machuca e discrimina pessoas e povos,
que saibamos incluir, respeitar, animar
e valorizar a vida em todas as suas expressões.
Onde os poderosos teimam em dominar a esperança
dos pobres, que levemos organização e conscientização.
Onde mulheres são oprimidas,
que busquemos a igual participação.

Onde a natureza estiver sendo depredada 
que sejamos promotores da irmandade universal,
semeando o cuidado e o respeito com toda criação.
Onde a violência fere tantas pessoas inocentes,
que levemos a tua Paz!

Ó Deus, Fonte de Vida e do Amor,
fortalece nosso compromisso com
os mais pobres e excluídos!
"Levanta-nos" de nossas incertezas
para mergulhar na realidade com ousadia e coragem!
Envia-nos, com tua força,para sermos
anunciadores da esperança e da solidariedade!

Francisco e Clara, que sentistes a presença energizante
e vigorosa de Deus nos leprosos e pobres,
nós vos pedimos que vossa força profética
e inovadora nos inspire no caminho da irmandade!
E nosso coração, ardente de paixão por Jesus Cristo,
prossiga vibrante, na partilha e no abraço universal!

                    (Por Ir. Beatriz Maestri)



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Salmo do dia (23/04)






AÇÃO DE GRAÇAS
LOUVOR A DEUS SALVADOR


1. Aleluia!
Amo ao Senhor, por ter atendido à
minha súplica,

2. pois inclinou-se para mim,
no momento exato em que chamei por Ele.

3. Cercaram-me os pensamentos negativos.
Fiquei surpreso por tantos conflitos e dúvidas.
Caí na aflição e na ansiedade.

4. Eu invoquei o nome do Senhor:
"Senhor, salve minha vida!"

5. O Senhor é muito justo e clemente.
Meu Deus é muito misericordioso.

6. Deus protege todas as pessoas,
principalmente as mais simples.
Já fui pobre, e mesmo assim,
o Senhor me salvou .

7. Minha alma merece ter sossego e paz,
porque o Senhor comigo foi propício.

8. Tirou-me os pensamentos negativos,
não permitiu que meus olhos chorassem
nem que meus pés caíssem no chão.

9. Andarei sempre conforme as leis do
Senhor. Compartilharei toda minha
alegria na Terra, onde moram os
vivos de corpo e espírito.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

(oRaÇãO) Caminha conosco,Senhor



 Alfredo J. Gonçalves
Assessor das Pastorais Sociais

Caminha conosco, Senhor, quando o desânimo ameaça paralisar nossos passos
E o horizonte se enche de sombras obscuras que impedem ver a nova aurora;
Fica conosco, Senhor, quando nos domina a agitação febril do fazer e do produzir
E não sobra mais tempo para o para o repouso e a paz, a oração e a contemplação.

Caminha conosco, Senhor, quando a estrada é íngreme e tudo em volta é deserto,
Sentimo-nos órfãos e solitários, perdidos e abandonados em becos sem saída;
Fica conosco, Senhor, quando somos tomados pelo frenesi do ter e do consumir
E esquecemos que poucas coisas, frugais e sóbrias, bastam para fazer-nos felizes.

Caminha conosco, Senhor, quando a escuridão da noite nos enche de medo e angústia,
E tudo em volta parece povoado de vozes estranhas e fantasmas desconhecidos;
Fica conosco, Senhor, quando os minutos e as horas, os dias, os meses e os anos
São devorados pelo afã de aplausos e títulos, riqueza e poder, fama e celebridade.

Caminha conosco, Senhor, quando o fardo dobra de peso, as pernas tremem e vacilam,
A cruz das dores e do sofrimento se amplifica e não sabemos como carregá-la;
Fica conosco, Senhor, quando, apesar da carga que nos encurva os ombros,
Teimamos em ir adiante, não admitindo a fragilidade nem a necessidade de parar.

Caminha conosco, Senhor, quando o ruído das coisas, das máquinas e das pessoas
Nos tornam surdos aos apelos que nos chegam do alto e do chão, de dentro e de fora;
Fica conosco, Senhor, e ensina-nos a resgatar o dom do silêncio e da escuta,
Na busca de um oásis de paz e de quietude em meio às turbulências do cotidiano.

Caminha conosco, Senhor, quando nos surpreendem as encruzilhadas da vida
Ilumina o rumo de nossa escolha, para não perdermos a direção do porto;
Fica conosco, Senhor, quando as nuvens se adensam e perdemos a luz do sol,
Ensina-nos a acender uma vela, por menor que seja, ou a caminhar no escuro.

Caminha conosco, Senhor, quando a multidão apressada nos absorve e atropela,
E nos fragmentamos em mil funções desconectadas de um eixo seguro;
Fica conosco, Senhor, quando necessitamos recolher nossos fragmentos dispersos
E reconstruir o significado e a coluna vertebral da existência dilacerada.

Caminha conosco, Senhor, quando a ânsia dos shows, da imagem e dos espetáculos
Nos leva a substituir a via lenta e longa do processo pela vida curta do evento;
Fica conosco, Senhor, quando precisamos acreditar no fermento e na semente,
Que germina no ventre úmido e oculto da terra, antes de buscar o sol, o ar e o céu.

Caminha conosco, Senhor, quando atividades desencontradas travam a trajetória,
E nos perdemos em meio a um corre-corre que ameaça submergir-nos;
Fica conosco, Senhor, quando a sede, a fome e o cansaço batem à porta:
Nutre-nos com tua água viva, teu alimento eucarístico e teu repouso vivificante.

Caminha conosco, Senhor, como o fizeste com os discípulos de Emaús,
Sê um forasteiro que interpela os fatos e os ilumina com a Palavra;
Fica conosco, Senhor, quando declina o dia e as trevas se aproximam,
Sê ao mesmo tempo nosso hóspede e anfitrião, que oferece pão e salvação.

domingo, 11 de setembro de 2011

Altissimu, onnipotente bon Signore... Tue so'le laude, la gloria e l'honore et onne benedictione



(Texto original em dialeto úmbrio)
Altissimu, onnipotente bon Signore,
Tue so’ le laude, la gloria e l’honore et onne benedictione.
Ad Te solo, Altissimo, se konfano,
et nullu homo ène dignu te mentovare.
Laudato sie, mi’ Signore cum tucte le Tue creature,
spetialmente messor lo frate Sole,
lo qual è iorno, et allumeni noi per lui.
Et ellu è bellu e radiante cum grande splendore:
de Te, Altissimo, porta significatione.
Laudato si’, mi Signore, per sora Luna e le stelle:
in celu l’ài formate clarite et pretiose et belle.
Laudato si’, mi’ Signore, per frate Vento
et per aere et nubilo et sereno et onne tempo,
per lo quale, a le Tue creature dài sustentamento.
Laudato si’, mi’ Signore, per sor Aqua,
la quale è multo utile et humile et pretiosa et casta.
Laudato si’, mi Signore, per frate Focu,
per lo quale ennallumini la nocte:
ed ello è bello et iocundo et robustoso et forte.
Laudato si’, mi’ Signore, per sora nostra matre Terra,
la quale ne sustenta et governa,
et produce diversi fructi con coloriti flori et herba.
Laudato si’, mi Signore, per quelli che perdonano per lo Tuo amore
et sostengono infirmitate et tribulatione.
Beati quelli ke ‘l sosterranno in pace,
ka da Te, Altissimo, sirano incoronati.
Laudato si’ mi Signore, per sora nostra Morte corporale,
da la quale nullu homo vivente po’ skappare:
guai a quelli ke morrano ne le peccata mortali;
beati quelli ke trovarà ne le Tue sanctissime voluntati,
ka la morte secunda no ‘l farrà male.
Laudate et benedicete mi Signore et rengratiate
e serviateli cum grande humilitate…
Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
a ti o louvor, a glória, a honra e toda a bênção.
A ti só, Altíssimo, se hão-de prestar
e nenhum homem é digno de te nomear.
(Versão em Português)

Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o meu senhor irmão Sol,
o qual faz o dia e por ele nos alumias.
E ele é belo e radiante, com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, nos dá ele a imagem.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas:
no céu as acendeste, claras, e preciosas e belas.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Vento
e pelo Ar, e Nuvens, e Sereno, e todo o tempo,
por quem dás às tuas criaturas o sustento.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Água,
que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual alumias a noite:
e ele é belo, e jucundo, e robusto e forte.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e governa, e produz variados frutos,
com flores coloridas, e verduras.
Louvado sejas, ó meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que as suportam em paz,
pois por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal,
à qual nenhum homem vivente pode escapar:
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Bem-aventurados aqueles que cumpriram a tua santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade…

domingo, 28 de agosto de 2011

O cântico da Fraternidade Cósmica - "Oração pela Paz de São Francisco"



A “Oração pela paz de São Francisco” é, certamente, um dos textos mais conhecidos do santo de Assis. Entretanto, essa oração, apesar de expressar de maneira simples e, ao mesmo tempo, profunda, o espírito de São Francisco de Assis, não foi escrita por ele. A sua composição remonta ao início do século XX, no contexto da I Guerra Mundial. Pouco tempo depois da sua difusão, foi atribuída a São Francisco.

Se queremos conhecer em profundidade e autenticidade a vida, a mística e o espírito de São Francisco, precisamos recorrer a uma das suas mais belas composições: o “Cântico do Irmão Sol”, uma das primeiras obras primas escritas em língua italiana antiga.

São Francisco, antes da sua conversão, era o chefe de um grupo de jovens e barulhentos trovadores da sua cidade natal. O ambiente do século em que ele viveu era marcado pela poesia e pela música da cavalaria, que, mais tarde, resultarão na lenda do Rei Artur e seus cavaleiros. Esse espírito cavalheiresco e de trovador não foi abandonado por Francisco após a sua conversão. Pelas ruas de Assis e dos burgos da região, ele, juntamente com seus companheiros, cantava louvores a Deus, chamando os seus ouvintes à conversão.

O Cântico do Irmão Sol carrega esse espírito trovador de Francisco. Entretanto, para conhecermos em profundidade o espírito presente nos versos desse cântico, é importante conhecermos o contexto em que ele foi gestado.

O Cântico do Sol é um cântico à luz. Mas esse cântico jorrou da noite mais escura e profunda. O período em que o Cântico do Irmão Sol começou a ser redigido foi um tempo particularmente difícil para Francisco. Dois anos antes de sua morte, após receber os estigmas do crucificado no monte Alverne, Francisco fez-se transportar até São Damião, local de moradia de Clara e suas irmãs. A própria Clara preparou-lhe uma palhoça com caniços e ramagem para protegê-lo da luz do dia. Uma doença dos olhos contraída durante sua estadia no oriente já o havia feito perder praticamente toda a visão. Nessa palhoça, Francisco passou mais de cinqüenta dias sem poder suportar a luz do sol ou do fogo à noite, com muito sofrimento causado pela sua doença. Nos raros momentos em que a dor lhe dava descanso e que ele conseguia dormir um pouco, eram tantos os ratos que corriam sobre ele que não conseguia descansar. Mesmo durante o dia e nos momentos de oração, os ratos não lhe davam descanso.

Foi nesse ambiente que Francisco começou a compor o seu Cântico do Irmão Sol, depois de receber a certeza de que participaria do reino celeste. Compôs os versos e a melodia para os mesmos, que ensinou aos seus irmãos. Instruiu esses mesmos irmãos a cantarem o cântico quando fossem pelo mundo e que o cantassem depois das pregações. Dizia que “Ao nascer do sol, deviam todos louvar a Deus por ter criado este astro, que durante o dia fornece luz aos nossos olhos; assim também, quando anoitece, todos deviam louvar a Deus por essa criatura, o nosso irmão fogo, que nos alumia os nossos olhos. Por isso nós devíamos, por estas e pelas outras criaturas que usamos todos os dias, louvar sempre o seu glorioso Criador”. Nos momentos em que estava mais atormentado pelas suas enfermidades, ele começava a entoar o cântico e pedia aos irmãos que prosseguissem. E assim foi até a hora da sua morte.

Essa capacidade de louvar o sol, a luz e as demais criaturas, mesmo sem poder contemplá-las, resulta da pacificação que foi sendo operada na vida de Francisco desde a sua conversão. Francisco é uma pessoa reconciliada com a sua própria humanidade, com os seus limites, com os seus medos. E porque há essa reconciliação interior, todas as demais criaturas são vistas como irmãs, fráteres, sorelas. Por isso Francisco pode cantar: amo irmã Clara, amo o irmão sol, amo o irmão fogo, amo o irmão verme. E foi dessa fraternidade ecológica que nasceu um dos mais belos escritos místico-ecológico do ocidente: o Cântico do Irmão Sol.

A versão que se segue é a do cantor e compositor Zé Vicente, que guarda a poesia e a estrutura do cântico original.

Onipotente e bom Senhor, a ti a honra, glória e louvor;
Todas as bênçãos de ti nos vêm e todo o povo te diz: Amém!

Louvado sejas nas criaturas, primeiro o sol lá nas alturas.
Clareia o dia, grande esplendor, radiante imagem de ti, Senhor.

Louvado sejas pela irmã lua, no céu criaste, é obra tua.
Pelas estrelas claras e belas Tu és a fonte do brilho delas.

Louvado sejas pelo irmão vento e pelas nuvens, o ar e o tempo,
E pela chuva que cai no chão nos dás sustento, Deus da Criação.

Louvado sejas, meu bom Senhor, pela irmã água e seu valor.
Preciosa e casta, humilde e boa, se corre, um canto a ti entoa.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão fogo e seu calor.
Clareia a noite, robusto e forte belo e alegre, bendita sorte.

Sejas louvado pela irmã terra, mãe que sustenta e nos governa
Produz os frutos, nos dá o pão com flores e ervas sorri o chão.

Louvado sejas, meu bom Senhor, pelas pessoas que em teu amor,
Perdoam e sofrem tribulação, felicidade em ti encontrarão.

Louvado sejas pela irmã morte que vem a todos, ao fraco e ao forte.
Feliz aquele que te amar, a morte eterna não o matará.

Bem-aventurado quem guarda a paz pois o Altíssimo o satisfaz.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Momento Orante com Santa Clara de Assis

No dia 11 de agosto celebramos a vida de Santa Clara de Assis, a primeira mulher franciscana e modelo tão importante para o mundo. Clara nasceu em 1193 – em Assis – Itália. Entusiasmada pelo ideal de São Francisco de Assis, com ele fundou a 2ª Ordem Franciscana, conhecida como as Clarissas. Clara movida pela fé, sempre se dirigia as irmãs com total doação e amor. Nosso objetivo como admiradoras/es desse carisma francisclareano é que o mundo de hoje conheça e viva esse ideal de vida. Neste ano em que celebramos os 800 anos da presença de Santa Clara no mundo, roguemos a Deus coragem para sermos a Clara de hoje.



Oração nos 800 anos do Carisma Clariano


Amantíssimo Pai, por vossa misericórdia e graça, iluminastes vossa serva Clara de Assis, com o esplendor do Cristo Ressuscitado, seu amado esposo, a fim de que, por uma vida vivida no amor, brilhasse como luz aos irmãos e irmãs de ontem e de hoje.


Ouvindo o vosso chamado, seguindo o exemplo de Francisco, Clara trocou a nobreza pela pobreza e, na penitência em São Damião, com jovial alegria, viveu no silêncio, na contemplação e na fraterna comunhão.


Bendito sejais, ó Pai, pelas mulheres e homens, que nestes oitocentos anos abraçaram o ideal de vida de Santa Clara. E por seu testemunho iluminaram os caminhos da missão e da paz, radiantes de alegria e de esperança.


Concedei, Senhor, à Família Franciscana do Brasil e do mundo, seguir o caminho da simplicidade, da humildade fraterna, da pobreza numa vida honesta e santa, solidária com os pobres e excluídos.

Iluminados pela luz do vosso Espírito que em Clara de Assis brilhou como o sol, jamais percamos de vista, o ponto de partida, da íntima unidade com Jesus Cristo, o irmão pobre do presépio, da Eucaristia e da cruz. Amém!


Nossa irmã e mãe Santa Clara e nosso irmão e pai São Francisco de Assis, rogai por nós!


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