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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Invocação - Por José Pagola


Querid@s, vejam que linda esta oração de Pagola, que ilumina e alenta nossa caminhada neste tempo de movimento da RUAH DIVINA - sopro de Deus, energia de vida, liberdade e ternura militante, presença provocadora de Jesus no meio de nós e em nós mesmas/os.
Abraços, irmanadas/os nas teias da vida, do amor e da solidariedade do Reino,
Alzira.

INVOCAÇÃO

Segundo São João, o Espírito torna presente Jesus na comunidade cristã, recordando-nos sua mensagem, fazendo-nos caminhar na sua verdade, interiorizando em nós seu mandato de amor. A esse Espírito invocamos nesta festa de Pentecostes.

Vem Espírito Santo e ensina-nos a invocar a Deus com esse nome profundo de "Pai" que nos ensinou Jesus. Se não sentimos sua presença bondosa no meio de nós, viveremos como órfãos. Recorda-nos que somente Jesus é o caminho que nos leva até ele. Que somente sua vida entregada aos últimos nos mostra seu verdadeiro rosto. Sem Jesus nunca entenderemos sua sede de paz, de justiça e dignidade para todos seus filhos e filhas.

Vem Espírito Santo e faz-nos caminhar na verdade de Jesus. Sem tua luz e teu alento, esqueceremos uma e outra vez seu Projeto do Reino de Deus. Viveremos sem paixão e sem esperança. Não saberemos por que lhe seguimos nem para que. Não saberemos por que viver e por que sofrer. E o Reino seguirá esperando colaboradores.

Vem Espírito Santo e ensina-nos a anunciar a Boa Notícia de Jesus. Que não joguemos cargas pesadas sobre ninguém. Que não pronunciemos julgamentos sobre problemas que não nos doem, nem condenemos aos que necessitam sobre tudo de acolhida e compreensão. Que nunca quebremos a cana rachada, nem apaguemos a mecha vacilante.

Vem Espírito Santo e infunde em nós a experiência religiosa de Jesus. Que não nos percamos em trivialidades enquanto descuidamos da justiça, da misericórdia e da fé. Que nada nem ninguém nos distraia de segui-lo como único Senhor. Que nenhuma doutrina, prática ou devoção nos distancie de seu Evangelho.

Vem Espírito Santo e aumenta nossa fé para experimentar a força de Jesus no centro mesmo de nossa debilidade. Ensina-nos a alimentar nossa vida, não de tradições humanas nem palavras vazias, mas do conhecimento interno de sua Pessoa. Que nos deixemos guiar sempre por seu Espírito audaz e criador, não por nosso instinto de segurança.

Vem Espírito Santo, transforma nossos corações e converte-nos a Jesus. Se cada um de nós não muda, nada mudará na sua Igreja. Se continuamos prisioneiros da inércia, nada de novo e bom nascerá entre seus seguidores. Se não nos deixamos arrastar por sua criatividade, seu movimento ficará bloqueado.

Vem Espírito Santo e defende-nos do risco de esquecer Jesus. Tomados por nossos medos e incertezas, não somos capazes de escutar sua voz nem sentir seu alento. Desperta nossa adesão, pois se perdemos o contato com ele, seguirá crescendo em nós o nervosismo e a insegurança.

Encontro Francisclariano da Festa de Pentecostes


GRUPO FRANCISCLAREANO, Camargos, Esplanada, Centro, Santa Efigênia e Funcionários: Ir. Alzira, Ir. Lidia e Dora;

Betânia, Beth, Gisele e Lindalva; Maria, Marília e Maria Helena.

Belo Horizonte/ FESTA DE PENTECOSTES, 11 de junho de 2011

Acolhida: a Casa das Catequistas Franciscanas, como sempre, muito acolhedora e aberta à luz e ventos inovadores em sintonia com a busca e desejo do grupo na construção de sua identidade.

Logo na chegada estava Ir. Lidia, recém chegada de Santa Catarina, para o abraço carinhoso e muito fraterno a nós todas apresentada. Ficamos felizes com sua chegada.

Mística: sempre bem coordenada por Ir. Alzira e Dora envolvendo-nos por todos os lados com as energias do Espírito de Ruah presente em cada gesto, ritos, cantos e orações rezadas, meditadas, convidando-nos por fim ao aconchego da capelinha onde o silêncio e os símbolos nos recordava o cenáculo daquela tarde de Pentecostes: “A Paz estava ali com a gente”!...

Na capela compartilhando reflexões, repetimos fragmentos dos salmos: Vem Divina Luz! Ilumina, esclarece, conscientiza...; desperta, dinamiza, multiplica as energias escondidas das mulheres e dos homens...; renova, constrói, re-inventa o futuro do qual somos responsáveis...; arranca-nos da solidão e do isolamento que desagrega...; ensina-nos a partilhar, solidarizar, a não desanimar nem desistir...; cura e consola os corações aflitos...; apressa os tempos, dá-nos espírito atento, coração aberto e missionário...; Vem Divina Ruah! Pousa sobre nós e guia-nos pelos caminhos do reino, amem!

A nós descei divina luz! A nós descei divina luz em nossas vidas acendei o amor, o amor de Jesus!...

Neste clima de amorosidade e cheias do Espírito Santo, continuamos a partilha mas desta vez ao redor da mesa ‘junina’, sim, repleta de quitutes saborosos trazidos com muito carinho pelas mulheres do grupo... neste sábado só tinha mulheres, os maridos (solidários) que fazem parte do grupo, tiveram que assumir outros afazeres não podendo participar.

Apos o momento de confraternização, fomos para a segunda parte do encontro cuja pauta foi:

- Avaliação do nosso Projeto de Formação incluindo, sobretudo, o Blog do grupo: o que já pudemos encaminhar; o que podemos melhorar e as propostas.

Coordenação: Beth, Gisele e Lindalva

“É ISSO QUE EU QUERO, É ISSO QUE EU PROCURO E DESEJO DE CORAÇÃO”,

“NÃO PERCAMOS DE VISTA O NOSSO PONTO DE PARTIDA”... lembrando Francisco e Clara em nossa caminhada, enfatizamos a importância da CASA DE CAMARGOS como o lugar da FORMAÇÃO, ali onde consideramos o nosso Cenáculo, pelo menos uma vez por mês, para conhecer e vivenciar o carisma onde quer que Deus nos chame à missão de evangelizar @s pobres – Lc 4, 18-20.

Beth: fez um breve histórico do projeto de formação (2009/2010); o que já pudemos realizar, nossa participação em diversos momentos importantes da vida da congregação em sintonia com as linhas inspiradoras;

projeto em processo de construção/implantação de acordo com o caminhar do grupo assumindo desafios, mas com muitos avanços também.

Neste sentido, destacamos a importância do BLOG sendo um ponto nessa grande rede (internet) compartilhando notícias e conhecimento para o mundo.

Gisele – então coloca os desafios para que possamos organizar mais e melhor este serviço, chamando a atenção para nós todos/todas do próprio grupo com relação o interesse, alimento e acesso dessa página na internet, como também divulgou dados importantes: quantos e quais países que mais visitam esta página, numero de pessoas etc.;

Ficou claro que o BLOG é do grupo mas que precisa ter uma coordenação que inicialmente ficou sob a responsabilidade de Gisele, Cleomar, Dora e Lindalva; que precisamos de um momento para, didaticamente, ser exposto como publicar textos e estudos.

Encaminhamentos:

Informes:

Retiro em Rodeio (SC): em julho – com participação de Beth e Lindalva;

Julho: Ir. Alzira estará em Ipatinga;

Retiro de Santa Clara – dia 11 de agosto, celebrada no dia 13, 2o. Sábado de agosto/11.

Ao final, nosso abraço carinhoso de despedida e boas vindas à Ir. Lidia que nos trouxe de presente um cordão/coração com o tao de Francisco.

Belo Horizonte, 11 de junho de 2011

Por: Lindalva Macedo

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Festa pra quem crê no amor

Neste ano, no Brasil, enquanto o comércio e a sociedade recordam o "dia dos namorados”, Igrejas cristãs celebram neste próximo domingo, o último dos cinqüenta dias da festa da Páscoa (Pentecostes). Conforme a tradição cristã, neste dia, se espalhou pelo mundo o Espírito Divino. A comemoração do dia dos namorados é uma boa coincidência com esta festa pelo fato de que o Espírito se revelou como energia de amor.

Uma sociedade que reduz as pessoas a peças de produção e de consumo não compreende a linguagem do amor, porque faz as pessoas sobreviverem na competitividade e na luta meramente egoística. Por outro lado, quanto mais uma realidade é preciosa e rara, mais são frágeis as palavras para expressá-la. Hoje em dia, o próprio termo "amor” parece reduzido a emoções rápidas e a experiências passageiras. Poucos crêem no amor como princípio e luz de toda a vida. E se o amor não é reconhecido além dos confins do consumismo e do imediatismo comercial, as pessoas passam a viver meramente em função do dinheiro, da busca ansiosa de poder, ou simplesmente do culto de si mesmo. Em um contexto assim, até os crentes esquecem que Deus é Amor e se manifesta em nós e no universo, nos divinizando à medida que nos torna mais capazes de amar. Martin Buber, grande espiritual judeu, dizia: "Os sentimentos moram no ser humano, mas é a pessoa que mora no seu amor”. Quando se descobre e se vive isso, aí sim o amor é casa e estrada de vida, enraizamento e transcendência. É a única energia que conduz a vida à sua plenitude.

Camus dizia: "Não ser amado é uma falta de sorte, mas não amar chega a ser uma tragédia imensa”.

Conforme a Bíblia, toda pessoa que ama vive uma experiência divina porque Deus é fonte de todo amor humano. Mesmo no meio das imperfeições e buscas afetivas, o Amor divino conduz a pessoa a formas de amar mais profundas e generosas. Desde o começo da Bíblia, Deus prometeu estabelecer uma presença no mundo e guiar as pessoas que se abrissem à sua inspiração. Revelou-se presente na criação fazendo de cada criatura viva um sinal do seu amor e de sua bênção para o universo. Manifestou-se como fonte de bênção no canto dos pássaros, no vento que faz sussurrar as palmeiras, no riso das crianças e em cada pessoa aberta ao Espírito. Em tempos mais antigos, deu vários sinais de que queria fazer uma aliança de amor com a humanidade e com todos os seres vivos do universo. Revelou-se plenamente presente na pessoa de Jesus de Nazaré, testemunha da ternura divina para com toda a humanidade. De acordo com a fé cristã, a partir da ressurreição de Jesus, o Espírito Divino foi dado a todas as criaturas. Um cântico de Pentecostes afirma: "Ele enche o universo, abarca toda a sabedoria e abraça todo ser que existe”. O texto mais conhecido sobre Pentecostes (At 2) diz que, quando o Espírito vem dá às pessoas que o recebem a capacidade de se comunicar com as mais diversas culturas e criar uma unidade onde antes só havia divisão e discórdia. Hoje, o Espírito Divino guia comunidades e pessoas de todas as religiões e mesmo sem nenhuma pertença institucional a se unirem em função da paz do mundo, da justiça e da defesa da natureza. Um documento do século II de nossa era dizia: "Se queres encontrar o Espírito, podes descobri-lo presente e atuante no murmúrio do vento, no pulsar de toda a natureza e até quando levantas uma pedra”. O Espírito nos confirma sempre que cada ser vivo é sinal da bênção original do amor divino que fecunda o universo. Na Idade Média, Ibn Arabi, místico islamita, afirmava: "Meu coração é como um pasto para gazelas. Acolhe todas as crenças. É a tábua da lei judaica e, ao mesmo tempo, o Corão sagrado dos islamitas. Meu coração se faz Igreja para os cristãos e tenda aberta aos que buscam. Creio acima de tudo na religião do amor”.

Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
Adital

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pentecostes

Pentecostes (em grego antigo πεντηκοστή [ἡμέρα], pentekostē [hēmera], "o quinquagésimo [dia]") é uma das celebraçőes importantes docalendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no décimo dia depois do dia da Ascensǎo. Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristāos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, através do Dom de línguas, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentescostes é às vezes considerado o dia do nascimento da igreja. O movimento pentecostal tem seu nome derivado desse evento.

Da Cerimônia

Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia:
    • a cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas (Dt 16.9). É bom lembrar que deveria ser respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros (Lv 23.22; Dt 16.11);
    • a cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto (Ex 23.17);
    • o terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerimônia era chamada de "Santa Convocação" (Lv 23.21). Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21);
    • no local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11).
    • Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;
    • As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos (Dt 16.12).
Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas (Lv 23.14).
Características da celebração
A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);
    • A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
    • Era uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários, além do povo hebreu;
    • Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
    • Era uma "Santa Convocação". Ninguém trabalhava (Lv 23.21);
    • Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida " da semente " da árvore " do fruto " do alimento " da vida...




Pentecostalismo

Pentecostes é o símbolo do Cenáculo, onde os Apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. No Cenáculo, desde a fundação, a comunidade cristã aí se reúne, para ser conduzida pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor em Cristo. Atualmente o 50.º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos o dia de Pentecostes. Pentecostes é quando o Espírito Santo visita os apóstolos e desce sobre eles, na forma de fogo (mera representação). A partir daí os apóstolos passam a pregar o Evangelho em línguas estranhas: Há ação do Espírito Santo no ser humano sempre que este se converte dos seus pecados, pelo arrependimento, e passa a crer em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador, pedindo a Deus que lhe revista e encha do Espírito Santo. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo. Isto tem ocorrido durante toda a história do cristianismo, sendo enfatizado, especialmente, em meados do século XX com o surgimento das primeiras Igrejas Protestantes Pentecostais, as quais enfatizam os dons do Espírito, ou pelos membros da Renovação Carismática Católica (RCC) que, seguindo a doutrina e as diretrizes de sua Igreja, fazem o mesmo.


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