segunda-feira, 13 de junho de 2011

Invocação - Por José Pagola


Querid@s, vejam que linda esta oração de Pagola, que ilumina e alenta nossa caminhada neste tempo de movimento da RUAH DIVINA - sopro de Deus, energia de vida, liberdade e ternura militante, presença provocadora de Jesus no meio de nós e em nós mesmas/os.
Abraços, irmanadas/os nas teias da vida, do amor e da solidariedade do Reino,
Alzira.

INVOCAÇÃO

Segundo São João, o Espírito torna presente Jesus na comunidade cristã, recordando-nos sua mensagem, fazendo-nos caminhar na sua verdade, interiorizando em nós seu mandato de amor. A esse Espírito invocamos nesta festa de Pentecostes.

Vem Espírito Santo e ensina-nos a invocar a Deus com esse nome profundo de "Pai" que nos ensinou Jesus. Se não sentimos sua presença bondosa no meio de nós, viveremos como órfãos. Recorda-nos que somente Jesus é o caminho que nos leva até ele. Que somente sua vida entregada aos últimos nos mostra seu verdadeiro rosto. Sem Jesus nunca entenderemos sua sede de paz, de justiça e dignidade para todos seus filhos e filhas.

Vem Espírito Santo e faz-nos caminhar na verdade de Jesus. Sem tua luz e teu alento, esqueceremos uma e outra vez seu Projeto do Reino de Deus. Viveremos sem paixão e sem esperança. Não saberemos por que lhe seguimos nem para que. Não saberemos por que viver e por que sofrer. E o Reino seguirá esperando colaboradores.

Vem Espírito Santo e ensina-nos a anunciar a Boa Notícia de Jesus. Que não joguemos cargas pesadas sobre ninguém. Que não pronunciemos julgamentos sobre problemas que não nos doem, nem condenemos aos que necessitam sobre tudo de acolhida e compreensão. Que nunca quebremos a cana rachada, nem apaguemos a mecha vacilante.

Vem Espírito Santo e infunde em nós a experiência religiosa de Jesus. Que não nos percamos em trivialidades enquanto descuidamos da justiça, da misericórdia e da fé. Que nada nem ninguém nos distraia de segui-lo como único Senhor. Que nenhuma doutrina, prática ou devoção nos distancie de seu Evangelho.

Vem Espírito Santo e aumenta nossa fé para experimentar a força de Jesus no centro mesmo de nossa debilidade. Ensina-nos a alimentar nossa vida, não de tradições humanas nem palavras vazias, mas do conhecimento interno de sua Pessoa. Que nos deixemos guiar sempre por seu Espírito audaz e criador, não por nosso instinto de segurança.

Vem Espírito Santo, transforma nossos corações e converte-nos a Jesus. Se cada um de nós não muda, nada mudará na sua Igreja. Se continuamos prisioneiros da inércia, nada de novo e bom nascerá entre seus seguidores. Se não nos deixamos arrastar por sua criatividade, seu movimento ficará bloqueado.

Vem Espírito Santo e defende-nos do risco de esquecer Jesus. Tomados por nossos medos e incertezas, não somos capazes de escutar sua voz nem sentir seu alento. Desperta nossa adesão, pois se perdemos o contato com ele, seguirá crescendo em nós o nervosismo e a insegurança.

Encontro Francisclariano da Festa de Pentecostes


GRUPO FRANCISCLAREANO, Camargos, Esplanada, Centro, Santa Efigênia e Funcionários: Ir. Alzira, Ir. Lidia e Dora;

Betânia, Beth, Gisele e Lindalva; Maria, Marília e Maria Helena.

Belo Horizonte/ FESTA DE PENTECOSTES, 11 de junho de 2011

Acolhida: a Casa das Catequistas Franciscanas, como sempre, muito acolhedora e aberta à luz e ventos inovadores em sintonia com a busca e desejo do grupo na construção de sua identidade.

Logo na chegada estava Ir. Lidia, recém chegada de Santa Catarina, para o abraço carinhoso e muito fraterno a nós todas apresentada. Ficamos felizes com sua chegada.

Mística: sempre bem coordenada por Ir. Alzira e Dora envolvendo-nos por todos os lados com as energias do Espírito de Ruah presente em cada gesto, ritos, cantos e orações rezadas, meditadas, convidando-nos por fim ao aconchego da capelinha onde o silêncio e os símbolos nos recordava o cenáculo daquela tarde de Pentecostes: “A Paz estava ali com a gente”!...

Na capela compartilhando reflexões, repetimos fragmentos dos salmos: Vem Divina Luz! Ilumina, esclarece, conscientiza...; desperta, dinamiza, multiplica as energias escondidas das mulheres e dos homens...; renova, constrói, re-inventa o futuro do qual somos responsáveis...; arranca-nos da solidão e do isolamento que desagrega...; ensina-nos a partilhar, solidarizar, a não desanimar nem desistir...; cura e consola os corações aflitos...; apressa os tempos, dá-nos espírito atento, coração aberto e missionário...; Vem Divina Ruah! Pousa sobre nós e guia-nos pelos caminhos do reino, amem!

A nós descei divina luz! A nós descei divina luz em nossas vidas acendei o amor, o amor de Jesus!...

Neste clima de amorosidade e cheias do Espírito Santo, continuamos a partilha mas desta vez ao redor da mesa ‘junina’, sim, repleta de quitutes saborosos trazidos com muito carinho pelas mulheres do grupo... neste sábado só tinha mulheres, os maridos (solidários) que fazem parte do grupo, tiveram que assumir outros afazeres não podendo participar.

Apos o momento de confraternização, fomos para a segunda parte do encontro cuja pauta foi:

- Avaliação do nosso Projeto de Formação incluindo, sobretudo, o Blog do grupo: o que já pudemos encaminhar; o que podemos melhorar e as propostas.

Coordenação: Beth, Gisele e Lindalva

“É ISSO QUE EU QUERO, É ISSO QUE EU PROCURO E DESEJO DE CORAÇÃO”,

“NÃO PERCAMOS DE VISTA O NOSSO PONTO DE PARTIDA”... lembrando Francisco e Clara em nossa caminhada, enfatizamos a importância da CASA DE CAMARGOS como o lugar da FORMAÇÃO, ali onde consideramos o nosso Cenáculo, pelo menos uma vez por mês, para conhecer e vivenciar o carisma onde quer que Deus nos chame à missão de evangelizar @s pobres – Lc 4, 18-20.

Beth: fez um breve histórico do projeto de formação (2009/2010); o que já pudemos realizar, nossa participação em diversos momentos importantes da vida da congregação em sintonia com as linhas inspiradoras;

projeto em processo de construção/implantação de acordo com o caminhar do grupo assumindo desafios, mas com muitos avanços também.

Neste sentido, destacamos a importância do BLOG sendo um ponto nessa grande rede (internet) compartilhando notícias e conhecimento para o mundo.

Gisele – então coloca os desafios para que possamos organizar mais e melhor este serviço, chamando a atenção para nós todos/todas do próprio grupo com relação o interesse, alimento e acesso dessa página na internet, como também divulgou dados importantes: quantos e quais países que mais visitam esta página, numero de pessoas etc.;

Ficou claro que o BLOG é do grupo mas que precisa ter uma coordenação que inicialmente ficou sob a responsabilidade de Gisele, Cleomar, Dora e Lindalva; que precisamos de um momento para, didaticamente, ser exposto como publicar textos e estudos.

Encaminhamentos:

Informes:

Retiro em Rodeio (SC): em julho – com participação de Beth e Lindalva;

Julho: Ir. Alzira estará em Ipatinga;

Retiro de Santa Clara – dia 11 de agosto, celebrada no dia 13, 2o. Sábado de agosto/11.

Ao final, nosso abraço carinhoso de despedida e boas vindas à Ir. Lidia que nos trouxe de presente um cordão/coração com o tao de Francisco.

Belo Horizonte, 11 de junho de 2011

Por: Lindalva Macedo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Entrevista - Dom Predro Casaldáliga

Por : Eleonora de Lucena

Jornalista. Folha de S. Paulo

Entrevista

Mais um episódio da guerra no campo. Assim Dom Pedro Casaldáliga define o assassinato dos líderes extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ocorrido no fim de maio, no Pará. Fundador da Comissão Pastoral da Terra e do Conselho Indigenista Missionário, o bispo ganhou notoriedade internacional ao denunciar brutalidades de madeireiros, policiais e grandes proprietários rurais no período da ditadura militar.

Agora, aos 83 anos, o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT) segue fazendo o seu diagnóstico do país.

Qual o significado do duplo assassinato no Pará?

A morte de José Claudio e da Maria do Espírito Santo não é um fato isolado. É mais um episódio da guerra no campo. É fruto da impunidade e da corrupção marcantes sobretudo no Pará, campeão em violência no campo, em desmatamento e queimadas.

Qual é a situação dos conflitos agrários?

Simplificando, com uns traços panorâmicos, poderíamos dividir o nosso Brasil em três. Primeiro, o Brasil hegemônico, que está a serviço do agronegócio, depredador, monocultural, latifundista, excluidor dos povos indígenas e do povo camponês. Fiel à cartilha do capitalismo neoliberal. Uma oligarquia política tradicionalmente dona do poder e da terra.

Quem fica do outro lado?

O povo da terra indígenas, camponeses da agricultura familiar, ribeirinhos, extrativistas, sem terra consciente de seus direitos e organizado em diferentes instâncias de sindicato, de associação e respaldado por grupos militantes solidários do movimento popular, das pastorais sociais, de intelectuais e artistas, de universitários, de certas ONGs.

Quem é o terceiro grupo?

É uma maioria média desinformada ou mal informada, que não vincula as lutas do campo com as lutas da cidade, no dia a dia da sobrevivência. Que não percebe ainda que a reforma agrária é uma luta de todos.

Qual é o papel do Estado?

O Estado continua omisso frente a três grandes dívidas: a reforma agrária, a política indigenista, a política doméstica e ecológica do consumo interno.

Como é o movimento dos trabalhadores rurais hoje em comparação com o período da ditadura militar?

Hoje, evidentemente, o Brasil está numa democracia, pelo menos formal. As organizações do povo da terra têm uma relativa liberdade de ação. O MST é um caso emblemático. Os governos do PT pelo menos não satanizam essa luta.

Qual é o papel da Igreja Católica nesse movimento? Como a orientação mais conservadora do Vaticano interfere?

A Igreja já não deve assumir, como nos tempos da ditadura, uma atuação de suplência abrangente. A Igreja deve continuar sendo -e talvez mais do que nunca, pela ambiguidade oficial e internacional- uma Igreja servidora e profética. Que não se omita nunca ante o clamor dos pobres.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Festa pra quem crê no amor

Neste ano, no Brasil, enquanto o comércio e a sociedade recordam o "dia dos namorados”, Igrejas cristãs celebram neste próximo domingo, o último dos cinqüenta dias da festa da Páscoa (Pentecostes). Conforme a tradição cristã, neste dia, se espalhou pelo mundo o Espírito Divino. A comemoração do dia dos namorados é uma boa coincidência com esta festa pelo fato de que o Espírito se revelou como energia de amor.

Uma sociedade que reduz as pessoas a peças de produção e de consumo não compreende a linguagem do amor, porque faz as pessoas sobreviverem na competitividade e na luta meramente egoística. Por outro lado, quanto mais uma realidade é preciosa e rara, mais são frágeis as palavras para expressá-la. Hoje em dia, o próprio termo "amor” parece reduzido a emoções rápidas e a experiências passageiras. Poucos crêem no amor como princípio e luz de toda a vida. E se o amor não é reconhecido além dos confins do consumismo e do imediatismo comercial, as pessoas passam a viver meramente em função do dinheiro, da busca ansiosa de poder, ou simplesmente do culto de si mesmo. Em um contexto assim, até os crentes esquecem que Deus é Amor e se manifesta em nós e no universo, nos divinizando à medida que nos torna mais capazes de amar. Martin Buber, grande espiritual judeu, dizia: "Os sentimentos moram no ser humano, mas é a pessoa que mora no seu amor”. Quando se descobre e se vive isso, aí sim o amor é casa e estrada de vida, enraizamento e transcendência. É a única energia que conduz a vida à sua plenitude.

Camus dizia: "Não ser amado é uma falta de sorte, mas não amar chega a ser uma tragédia imensa”.

Conforme a Bíblia, toda pessoa que ama vive uma experiência divina porque Deus é fonte de todo amor humano. Mesmo no meio das imperfeições e buscas afetivas, o Amor divino conduz a pessoa a formas de amar mais profundas e generosas. Desde o começo da Bíblia, Deus prometeu estabelecer uma presença no mundo e guiar as pessoas que se abrissem à sua inspiração. Revelou-se presente na criação fazendo de cada criatura viva um sinal do seu amor e de sua bênção para o universo. Manifestou-se como fonte de bênção no canto dos pássaros, no vento que faz sussurrar as palmeiras, no riso das crianças e em cada pessoa aberta ao Espírito. Em tempos mais antigos, deu vários sinais de que queria fazer uma aliança de amor com a humanidade e com todos os seres vivos do universo. Revelou-se plenamente presente na pessoa de Jesus de Nazaré, testemunha da ternura divina para com toda a humanidade. De acordo com a fé cristã, a partir da ressurreição de Jesus, o Espírito Divino foi dado a todas as criaturas. Um cântico de Pentecostes afirma: "Ele enche o universo, abarca toda a sabedoria e abraça todo ser que existe”. O texto mais conhecido sobre Pentecostes (At 2) diz que, quando o Espírito vem dá às pessoas que o recebem a capacidade de se comunicar com as mais diversas culturas e criar uma unidade onde antes só havia divisão e discórdia. Hoje, o Espírito Divino guia comunidades e pessoas de todas as religiões e mesmo sem nenhuma pertença institucional a se unirem em função da paz do mundo, da justiça e da defesa da natureza. Um documento do século II de nossa era dizia: "Se queres encontrar o Espírito, podes descobri-lo presente e atuante no murmúrio do vento, no pulsar de toda a natureza e até quando levantas uma pedra”. O Espírito nos confirma sempre que cada ser vivo é sinal da bênção original do amor divino que fecunda o universo. Na Idade Média, Ibn Arabi, místico islamita, afirmava: "Meu coração é como um pasto para gazelas. Acolhe todas as crenças. É a tábua da lei judaica e, ao mesmo tempo, o Corão sagrado dos islamitas. Meu coração se faz Igreja para os cristãos e tenda aberta aos que buscam. Creio acima de tudo na religião do amor”.

Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
Adital

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Espírito Santo


Segundo o catolicismo Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho. O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.

O Espírito Santo, o Dom de Deus
"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).
Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.
Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.
Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.

Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.

O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.

Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.
O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.
Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.
Símbolos

O Espírito Santo é representado de diferentes formas:
  • Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.




  • Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.










  • Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito













  • Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo.Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.










    Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão

  • A Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".


  • A Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.

Pentecostes

Pentecostes (em grego antigo πεντηκοστή [ἡμέρα], pentekostē [hēmera], "o quinquagésimo [dia]") é uma das celebraçőes importantes docalendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no décimo dia depois do dia da Ascensǎo. Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristāos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e seguidores de Cristo, através do Dom de línguas, como descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentescostes é às vezes considerado o dia do nascimento da igreja. O movimento pentecostal tem seu nome derivado desse evento.

Da Cerimônia

Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia:
    • a cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas (Dt 16.9). É bom lembrar que deveria ser respeitada a recomendação do direito de respigar dos pobres e estrangeiros (Lv 23.22; Dt 16.11);
    • a cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto (Ex 23.17);
    • o terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerimônia era chamada de "Santa Convocação" (Lv 23.21). Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21);
    • no local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11).
    • Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;
    • As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos (Dt 16.12).
Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas (Lv 23.14).
Características da celebração
A Festa das Colheitas era alegre e solene (Dt 16.11);
    • A celebração era dedicada exclusivamente a Javé (Dt 16.10);
    • Era uma festa ecumênica, aberta para todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros (Dt 16.11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus. Reconhecia-se e afirmava-se o compromisso de fraternidade e a responsabilidade de promover os laços comunitários, além do povo hebreu;
    • Agradecia a Deus pelo dom da terra e pelos estatutos divinos (Dt 15.12);
    • Era uma "Santa Convocação". Ninguém trabalhava (Lv 23.21);
    • Era celebrado o ciclo da vida, reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida " da semente " da árvore " do fruto " do alimento " da vida...




Pentecostalismo

Pentecostes é o símbolo do Cenáculo, onde os Apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo. No Cenáculo, desde a fundação, a comunidade cristã aí se reúne, para ser conduzida pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor em Cristo. Atualmente o 50.º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos o dia de Pentecostes. Pentecostes é quando o Espírito Santo visita os apóstolos e desce sobre eles, na forma de fogo (mera representação). A partir daí os apóstolos passam a pregar o Evangelho em línguas estranhas: Há ação do Espírito Santo no ser humano sempre que este se converte dos seus pecados, pelo arrependimento, e passa a crer em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador, pedindo a Deus que lhe revista e encha do Espírito Santo. Tal experiência é chamada de batismo no Espírito Santo. Isto tem ocorrido durante toda a história do cristianismo, sendo enfatizado, especialmente, em meados do século XX com o surgimento das primeiras Igrejas Protestantes Pentecostais, as quais enfatizam os dons do Espírito, ou pelos membros da Renovação Carismática Católica (RCC) que, seguindo a doutrina e as diretrizes de sua Igreja, fazem o mesmo.


terça-feira, 31 de maio de 2011

Reflexões em torno do Sagrado Feminino



A palavra mãe vem do sânscrito, base de todas as línguas, em sânscrito mãe é matri. Desta raiz vieram mater, mother, mutter, madre, mamã, mamá, mère, mati, mainha, mãezinha e tantos modos de dizer a nossa sempre lembrada genitora. A palavra soa como a prática de beber na fonte do leite materno, lábios dançando e sugando a primitiva sobrevivência; amar é mamar. Nascemos da carne e sangue da mãe, e ela foi a nossa primeira aproximação da intimidade divina. O sagrado se fez mais perto de nós através de sua constante presença. Se para muitos Deus é impessoal, para quem cultua a força maternal ela é a visibilidade do Absoluto. Sua presença efetiva e afetiva, as palavras simples, o encorajamento, a inspiração, o toque das mãos, a bendição, o porto seguro, a tranqüilidade, o incansável cuidado, nos permitem a travessia da existência. No sânscrito matri quer dizer medir e avaliar. A medida de mãe é um amor que não se mede e é o nosso parâmetro de valores, o modelo referencial do que entendemos de humano. Seu jeito é pleno de naturais atributos divinos e nos dá o padrão no qual tivemos o nosso aprendizado de amor desprendido, persistente, incansável, paciente, compreensivo terno e materno.

Nações espirituais, culturalmente fortes, criaram para ela uma data, um dia de domingo, festivo e carinhoso, o Dia das Mães. Uma data sagrada. Claro que o mundo mercantilizado e consumista ajeitou o modo de comercializar a ocasião, comprar e vender. Mãe merece todos os nossos presentes, cartões, mensagens, família se reunindo, e um filho ou filha ligando lá de longe; porém, o mais importante é não esquecer o berço onde aprendemos as nossas primeiras lições do Sagrado Feminino. Há algo de espiritual nesta data, algo mágico e místico, atraente e benevolente , emoção e gratidão, uma saudade imensa grudada em nosso coração.

Na vida espiritual, na reflexão filosófica e teológica, nas análises sócio-políticas, ouvimos e lemos mais sobre os homens; porém, a mulher é o húmus fecundo das palavras, a expressão espiritual que desperta o sagrado no humano. Em cada mulher está a mãe reveladora da nossa essência sagrada. Em cada mãe habita a corajosa guardiã de tudo o que é melhor e sublime em nossa vida. As qualidades humanas que ainda existem em nós foram moldadas pelos artesanais conselhos de nossa mãe. Quando caímos no poço fundo e escuro da nossa falsa ética, da nossa imoralidade, dos desenredos dos nossos erros; quando extraviamos a meta e perdemos o caminho; é exatamente nestes momentos, que nas lacrimosas retinas de nosso olhar aparece a figura da nossa mãe. É sempre a mãe que segura os desacertos de nossa estrada e nos coloca na boa condução de nossa existência.

Se um Deus é capaz de dar a vida por amor, há mães que se sacrificam para que seus filhos não morram. O Hinduísmo elevou a mulher à condição de divindade e fez dela uma Deusa. No Judaísmo, Deus falou mais com os homens, porém caminhou corajosamente com as Matriarcas (Judite, Ester, Ruthe ) O Cristianismo mostrou o Divino passando pelo ventre de Maria, a mãe de Jesus, o Filho de Deus que moldou sua força divina durante 30 anos no anônimo lar de Nazaré, junto com sua Mãe. Se olharmos a tradição das religiões existem muito mais mães divinas que pais reveladores do sagrado: Parvati, Kali, Lakshmi, Sarashwasti, Eva, Lilith, Ísis, Íris, Deméter, Afrodite, Vina e tantas outras presentes na fé e nos mitos, as Grandes Mulheres inspiradoras da vida.

A mãe sempre alertou em nós nossas obrigações espirituais. Ela que traçou em nós os sinais religiosos, decorou nosso quarto com o Anjo da Guarda, balbuciou preces, trouxe a oração à mesa, teceu ritos ,difundiu ensinamentos preciosos para a nossa vida interior, mostrou a qualidade da alma, nos levou ao espaço sagrado do templo, fez de nossa casa um santuário.

A mãe mostrou um amor puro, fontal, caseiro e perene. Há nela uma intuição, um sexto sentido que dificilmente falha, sensibilidade, coragem, profecia, capacidade de perdoar na mesma medida de sua capacidade de amar. Na primavera de nossa existência é ninho e flor. No verão é o brilho ensolarado do amor. No outono é a seiva escondida preparando novos e futuros frutos. No inverno é pousada e cobertor, chá e lareira acesa para esquentar o lugar.

A mãe é um modo encarnado onde o Divino fez de nossa vida uma bênção, um colo, uma casa, um abrigo, uma palavra, uma eternidade, uma honra e cuidado, um bem-estar, uma beleza e bondade, uma saudade que sai de nossos poros. De onde estiver, mãe, cubra-nos com sua presença e palavra sagrada! A bênção, mãe!

Por uma Escola Nacional de Economia Solidária - Reflexão



Animado e estimulado pela extraordinária reunião do Conselho Gestor do CFES Amazônia, realizada em Belém nestes 20 e 21 de maio corrente, partilho a seguir a reflexão-proposição sobre a idéia da articulação dos CFES enquanto uma “Escola” Nacional de Economia Solidária. Claramente inspirada nas brilhantes contribuições que recebemos na reunião a partir das falas de Armando, Valmor, Rosana, Farid, Marcia, Gercina, Henrique, Sonale, Meire, Monique e Rosevany.

Antes de mais nada, esclareço já que, neste momento, não estamos propondo a criação de qualquer nova estrutura, mas que antes, pensemos na organização de uma nova instituição no seio do movimento social por uma Economia Solidária. Enfatizo que, portanto, nossa idéia de “Escola” não se limita a um mecanismo pedagógico apenas, mas à articulação de um processo de formação de uma nova cultura na perspectiva de uma nova sociedade em suas diversas e múltiplas componentes entre as quais destaco a política e a economia. Nesta perspectiva, se impõe a percepção de que entendemos a construção da “Escola” como estratégia sinérgica a tudo o que construímos até aqui, a partir “de dentro” e “de baixo”.

Também confesso, que as reflexões que seguem, estão fortemente influenciadas pela percepção conjuntural de que estamos vivendo em nosso movimento, uma fase de supervalorização da disputa por espaço no governo, o que tem enfraquecido o esforço de elaborarmos e efetivarmos estratégias autônomas de construção da Economia Solidária como prática livremente adotada por parcelas cada vez maiores da sociedade. De onde, entendo, deve estar a fonte de nossa força política e econômica, inclusive para conquistarmos, na esfera estatal, a importância que queremos merecer. Ou seja, nossa elaboração tenta equalizar os investimentos que devemos fazer nas diversas esferas de construção da hegemonia da Economia Solidária como expressão cultural-sócio-política-econômica, tal como concebido no campo da teoria gramisciana do Estado Ampliado, a que me filio.

Entrando no assunto. Antes de tratarmos de “Escola”, precisamos tratar de “Educação”. Nesta perspectiva, simplificadamente, partimos da concepção de que Educação é um conjunto de processos didático-pedagógicos articulados de maneira racional e estratégica, em múltiplos fazeres sociais, para formar os indivíduos em seus contextos sócio-culturais para prepará-los ao cotidiano de uma Sociedade projetada, na qualidade de sujeitos, para reproduzi-la.


Portanto, Educação é uma ação pensada estrategicamente, política e tecnicamente, com uma intencionalidade desenhada a partir de um determinado Projeto de Sociedade. Projeto de Sociedade que assim passa a ter em um projeto educacional adequado, um dos processos de sua própria construção como fato sócio-histórico, em paralelo a processos culturais como o econômico e o político, principalmente.
De trás pra frente então, metodologicamente podemos dizer que é o Projeto de Sociedade, ou as referências da Sociedade que queremos construir, que informa o perfil de indivíduo que precisa ser formado para realizá-lo socialmente, sustentá-lo, desenvolvê-lo e reproduzi-lo nas futuras gerações – quero dizer que, por exemplo, uma Sociedade Solidária ou Socialista só se efetivará quando o perfil da prática social dos indivíduos for majoritariamente solidária ou socialista.

Por sua vez, este perfil projetado, solidário ou socialista, passa a ser o objetivo de um projeto educacional específico. A distância entre o perfil cultural médio dos indivíduos da Sociedade atual, majoritariamente capitalista, e o perfil desejado ou projetado, precisa ser percorrido por uma estratégia formativa, ou Projeto Pedagógico. Dado o caráter intencionado e estratégico deste processo é que este projeto tem sido designado como Político Pedagógico.

Destaco, enfaticamente, que o primeiro grande esforço coletivo que temos à frente, na perspectiva de elaboração de um Projeto Político Pedagógico – tal como o CFES Amazônia se propõe, é a elevação do grau de elaboração das referências da Sociedade que queremos ter no futuro, a que queremos e estamos construindo, enfim o nosso Projeto de Sociedade, enquanto movimento por uma Economia Solidária, ou seja, a Sociedade Solidária ou Socialista – a debater.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

(video) Ave Maria e la vergine degli angeli

Nosso blog está comemorando esta semana 1000 acessos e são 18 países diferentes que já nos visitaram (Brasil, Portugal, Estados Unidos,Argentina e México,Itália e Angola e com menos visitas: Colômbia, Bolívia, Porto Rico, Canadá,Venezuela,Inglaterra,Espanha,Austria, Paraguai, Haiti e Alemanha)

A pouco mais de 1 mês para completar um ano de existência, ele ainda tem que passar por mudanças e ganhar mais pluralidade para expressão das várias áreas de atuação de que compõe-se os personagens originadores (simpatizantes) de sua dimensão,mas não deixa de ser uma vitória. 

Assim, fico feliz que nossa idéia, que surgiu do inquietamento de nossas almas e da vontade de expansão e expressão dos sentimentos e pensamentos,tenha já humildemente ganhado essa proporção da qual não poderíamos imaginar.

 Para comemorar essa data tão especial selecionei um esse vídeo enviado pela amiga Lindalva Macedo.
Apreciem!!! Não esqueçam antes de desligar o som do blog (ao lado direito) para ouvir melhor esse vídeo)
Um abç Francisclariano a todos(as)



Oração de São Francisco para nossos dias! por Beatriz Maestri

Senhor, fazei-nos instrumentos de missão!

Onde encontrarmos pessoas encurvadas, que as ajudemos a levantar-se.

Onde a injustiça teima em reinar,

que levemos a justiça transformadora da sociedade.

Onde a desigualdade machuca e discrimina pessoas e povos,

que saibamos incluir, respeitar,

animar e valorizar a vida em todas as suas expressões.

Onde os poderosos teimam em dominar a esperança dos pobres,

que levemos organização e conscientização.

Onde as mulheres são oprimidas e exploradas,

busquemos a igual participação e sua valorização.

Onde a natureza estiver sendo depredada,

que sejamos promotores/as da irmandade universal,

semeando o cuidado e o respeito com toda criação.

Onde a violência fere tantas pessoas inocentes,

que levemos a tua Paz!

Ó Deus, Fonte da Vida e do Amor,

fortalece nosso compromisso com os mais pobres e excluídos!

Recria e fortalece nosso sonho por uma nova economia,

e que nossas lutas contribuam com a economia solidária,

respeitadora da vida em todas as suas formas

e na gestação de novas relações.

“Levanta-nos” de nossas incertezas

para mergulhar na realidade com ousadia e coragem!

Envia-nos, com tua força,

para sermos anunciadoras/es da esperança e da solidariedade!

Que nosso coração, sempre encantado por Jesus Cristo

e comprometido com a construção de seu Reino de justiça e fraternidade,

prossiga vibrante, na partilha e no abraço universal!

(Ir.Beatriz Maestri)

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