domingo, 11 de setembro de 2011

Altissimu, onnipotente bon Signore... Tue so'le laude, la gloria e l'honore et onne benedictione



(Texto original em dialeto úmbrio)
Altissimu, onnipotente bon Signore,
Tue so’ le laude, la gloria e l’honore et onne benedictione.
Ad Te solo, Altissimo, se konfano,
et nullu homo ène dignu te mentovare.
Laudato sie, mi’ Signore cum tucte le Tue creature,
spetialmente messor lo frate Sole,
lo qual è iorno, et allumeni noi per lui.
Et ellu è bellu e radiante cum grande splendore:
de Te, Altissimo, porta significatione.
Laudato si’, mi Signore, per sora Luna e le stelle:
in celu l’ài formate clarite et pretiose et belle.
Laudato si’, mi’ Signore, per frate Vento
et per aere et nubilo et sereno et onne tempo,
per lo quale, a le Tue creature dài sustentamento.
Laudato si’, mi’ Signore, per sor Aqua,
la quale è multo utile et humile et pretiosa et casta.
Laudato si’, mi Signore, per frate Focu,
per lo quale ennallumini la nocte:
ed ello è bello et iocundo et robustoso et forte.
Laudato si’, mi’ Signore, per sora nostra matre Terra,
la quale ne sustenta et governa,
et produce diversi fructi con coloriti flori et herba.
Laudato si’, mi Signore, per quelli che perdonano per lo Tuo amore
et sostengono infirmitate et tribulatione.
Beati quelli ke ‘l sosterranno in pace,
ka da Te, Altissimo, sirano incoronati.
Laudato si’ mi Signore, per sora nostra Morte corporale,
da la quale nullu homo vivente po’ skappare:
guai a quelli ke morrano ne le peccata mortali;
beati quelli ke trovarà ne le Tue sanctissime voluntati,
ka la morte secunda no ‘l farrà male.
Laudate et benedicete mi Signore et rengratiate
e serviateli cum grande humilitate…
Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
a ti o louvor, a glória, a honra e toda a bênção.
A ti só, Altíssimo, se hão-de prestar
e nenhum homem é digno de te nomear.
(Versão em Português)

Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o meu senhor irmão Sol,
o qual faz o dia e por ele nos alumias.
E ele é belo e radiante, com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, nos dá ele a imagem.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas:
no céu as acendeste, claras, e preciosas e belas.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Vento
e pelo Ar, e Nuvens, e Sereno, e todo o tempo,
por quem dás às tuas criaturas o sustento.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Água,
que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual alumias a noite:
e ele é belo, e jucundo, e robusto e forte.
Louvado sejas, ó meu Senhor, pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e governa, e produz variados frutos,
com flores coloridas, e verduras.
Louvado sejas, ó meu Senhor, por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles que as suportam em paz,
pois por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, ó meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal,
à qual nenhum homem vivente pode escapar:
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Bem-aventurados aqueles que cumpriram a tua santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.
Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade…

Pela Vida grita a Terra

O ativista Mahatma Gandhi contou que, certa vez, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: "Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" Ao que um deles respondeu: "Gritamos porque perdemos a calma". O pensador, não satisfeito, perguntou novamente: "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Nova resposta veio de outro seguidor: “Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça".

            Após várias indagações, o mestre esclareceu que quando duas pessoas estão aborrecidas, significa que seus corações afastam-se muito. Para diminuir esta distância é preciso gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto maior o aborrecimento, maior será o grito, o que não ocorre quando duas pessoas se amam, pois estas se falam suavemente.

            A sabedoria indiana nos ajuda a compreender a realidade em que vive o povo brasileiro. De fato, há uma distância muito grande entre os que estão à frente da administração pública e a grande maioria de brasileiros e brasileiras. Se assim não fosse, certamente não precisaria gritar!

            É por isso, por esta distância irresponsável e perversa, que saímos às ruas no dia em que se celebra a “independência” de nosso país. Sabemos que a verdadeira independência não é esta que está aí, com grandes grupos econômicos solapando os bens da nação, com o agronegócio destruidor degradando o pouco que existe de nossas florestas, da Mata Atlântica, do Cerrado, da Amazônia, para plantar soja transgênica, cana-de-açúcar ou para encher as terras de gado e deixar milhares de famílias de pequenos agricultores e indígenas acampadas nas margens das rodovias.
           
        Independência, hoje, rima com protagonismo do povo, com autonomia, com políticas públicas que atendam aos anseios da população empobrecida; com a garantia dos direitos da classe trabalhadora e respeito aos diferentes povos; com trabalho para todos, educação e saúde de qualidade, moradia, alimentação, segurança e acesso aos bens culturais.

            Em São Paulo, há 14 anos, o dia 07 de setembro é marcado por manifestações sociais, em sintonia com o movimento nacional do Grito dos Excluídos que teve início em 1995, com o lema “A Vida em Primeiro Lugar”.



 Neste ano, a mobilização ganhou o lema “Pela vida grita a terra, por direitos, todos nós”. A terra também está gritando, dando sinais de que a distância que nos separa de sua “cidadania” é quilométrica. Precisamos, sim, nos aproximar de seu clamor e exercitar a prática do cuidado, da reverência com todas as criaturas.

E ninguém melhor que os povos indígenas para nos ajudar nesta tarefa de nos reaproximar da mãe Terra! Por isso, estavam lá, na Praça da Sé, lideranças do povo Pankararé de Osasco, na Grande São Paulo, para também dar o seu “grito” por justiça, por dignidade e por reconhecimento.





Alaíde Pankararé resumiu o clamor do grupo: “Gritamos porque queremos ter o direito de viver como indígenas e sermos reconhecidos como tal. Queremos espaço para nossas atividades culturais, moradia, saúde e educação”.

Suas danças e seu canto trouxeram presente a memória dos ancestrais que derramaram seu sangue para que seu povo tivesse terra. Hoje, vivendo na cidade, este canto se atualiza nas lutas pela não discriminação e pela garantia de seus direitos. O povo todo, ali reunido, acompanhou e sintonizou com o grito de tantos outros povos que sofrem, mas que lutam com esperança e ousadia.

Na caminhada para o Ipiranga outras vozes se fizeram ouvir, trazendo presente outros tantos clamores: sindicalistas e estudantes, movimentos e pastorais sociais, dentre eles, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Pastoral da Juventude (PJ), a Pastoral do Povo de Rua, a Pastoral Operária e a Assembleia Popular.

O “grito” continua ressoando nas praças e ruas de todo país. Oxalá, os ouvidos “distanciados” e alienados do poder público se abram às vozes do povo que clama por justiça e cidadania.

Beatriz Catarina Maestri, catequista franciscana e missionária do Cimi SP

O Grito dos Excluídos - o que é


O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que surgiu a partir do desejo das Pastorais Sociais de trabalharem cada vez mais articuladas, a fim de atuar mais eficazmente diante da situação de exclusão social crescente no Brasil. Esta preocupação foi levantada após a Segunda Semana Social Brasileira, em 1994. O evento soma-se à Romaria dos Trabalhadores, que já vinha acontecendo em Aparecida-SP desde 1987. Articulado com a ação pastoral da Igreja no Brasil, ele retoma e aprofunda o tema da Campanha da Fraternidade, realizada anualmente durante a Quaresma.

Quando acontece?
Esta manifestação acontece no dia 07 de setembro, dia da Pátria, quando o Brasil comemora oficialmente sua independência de Portugal. A data tem razão de ser porque as pastorais sociais e os movimentos populares, em geral, entendem que o Brasil ainda não é uma país independente, no verdadeiro sentido da palavra. Independência para nós significa trabalho para todos, educação e saúde de qualidade, moradia, alimentação, acesso aos bens culturais. O País só será independente quando todos os cidadãos tiverem os direitos respeitados e as suas necessidades básicas atendidas.


Histórico
O primeiro Grito dos Excluídos, realizado em 1995, teve como lema “A Vida em Primeiro Lugar.” Aconteceu em cerca de 180 cidades. Realizado de forma descentralizada, suscitou boa participação e muita criatividade. Foi expressão da voz dos excluídos, criou laços de solidariedade e fortaleceu a esperança. Além disto, denunciou a concentração da terra e da renda, a política que gera o desemprego, a corrupção e a política neoliberal. Entre outras coisas, reivindicava a democratização da propriedade e do uso da terra, a distribuição da riqueza, da renda e um projeto de sociedade construído com ampla participação popular.

O segundo Grito dos Excluídos foi realizado no dia 07 de setembro de 1996, em mais de 300 cidades. Em Aparecida- SP, juntamente com a Romaria dos Trabalhadores, reuniu mais de 80 mil pessoas. Tendo como lema “Trabalho e Terra Para Viver”, quis ser um ato de fé no Deus da Vida, um grito profético por justiça e paz, denúncia contra o desemprego estrutural, além de buscar saídas para a situação de exclusão social e criar laços de solidariedade e fortalecer a luta e a esperança. Denunciou o processo de globalização que agravava a concentração, a posição das elites que vêem o desemprego estrutural como um “mal necessário”, o sacrifício de vidas humanas para salvar planos econômicos, a falta de uma política agrícola e a degradação do meio-ambiente.

O Grito dos Excluídos de 1997, com o lema “Queremos Justiça e Dignidade”, vai denunciar os abusos do sistema carcerário, a violência policial e o poder Judiciário, e ainda clamar contra a injustiça, pelos direitos dos presos, pela reforma agrária, pela demarcação das terras indígenas e contra o modelo de desenvolvimento econômico que gera desemprego.

É importante destacar, neste processo, a ampliação das parcerias. Se os Gritos de 95 e 96 foram coordenados somente pelas pastorais sociais em colaboração com outras entidades, o de 1997 deu um passo importante para consolidar as parcerias. Além das dez pastorais sociais e dos três organismos que compõem o Setor Pastoral Social da CNBB, fazem parte da coordenação nacional o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a Central Única dos Trabalhadores e a Central dos Movimentos Populares e outros. Nas diferentes regiões e municípios as parcerias se diversificaram ainda mais, articulando várias Igrejas cristãs, organizações não governamentais, movimentos sindicais e populares significativos.

Por: Dora Santana

(NOVO) Processo/Projeto de formação dos simpatizantes do carisma Francisclariano em MG




(A partir das propostas apresentadas nos encontros mensais,
de dezembro 2009 a julho 2010, nos grupos de Minas Gerais)


SIMPATIZANTES? QUEM SÃO ou QUEM SOMOS?

   Somos pessoas (mulheres, homens e jovens) que desejam seguir o Caminho de Jesus em irmandade, conforme a proposta de Jesus e o projeto de vida de Francisco e Clara de Assis, em sintonia com o jeito que as Irmãs Catequistas Franciscanas procuram vivê-lo e testemunhá-lo em sua espiritualidade, estilo de vida e missão. Poderíamos chamar esse CAMINHO de “Discipulado Missionário Francisclariano”. A V Conferência Latino-Americana, realizada em Aparecida em 2007, insistiu que precisamos nos formar como discípulas/os missionárias/os para respondermos – como fizeram Jesus, Francisco e Clara no seu tempo – aos apelos do mundo de hoje, sobretudo das pessoas que mais sofrem e, por isso mesmo, precisam de maior atenção e cuidado.

OBJETIVOS:

Proporcionar às pessoas interessadas a oportunidade de conhecer e vivenciar o carisma francisclariano junto com as Irmãs Catequistas Franciscanas.
Possibilitar que as/os participantes sejam protagonistas na formação da espiritualidade do carisma francisclariano por meio de metodologias participativas, inclusivas das diferenças: culturais, religiosas, de gênero, das gerações, em todas as dimensões da nossa vida.
Oportunizar experiências e vivências nos projetos desenvolvidos nos diversos espaços de atuação das Irmãs Catequistas Franciscanas.

POR QUÊ UM PROJETO DE FORMAÇÃO?

É vital que cada grupo construa o seu projeto/processo de formação. Consideramos essa uma importante diretriz, pois o Projeto de Formação busca o equilíbrio entre mística, reflexão, ações e metodologias concretas, como também possibilidades de crescimento e de enfrentamento dos desafios da Missão. Temos receio de grupos simplesmente “tarefeiros”.

Outra importância do Projeto de Formação também se reflete em relação à demanda de alguns simpatizantes de conhecerem as experiências e projetos desenvolvidos nos vários espaços de atuação das Irmãs Catequistas Franciscanas. Achamos essa proposta muito válida, porém se essa demanda faz parte de um “projeto em construção”, não poderá ser um mero intercâmbio de experiências de trabalho, ou um simples eclesiotur (turismo pastoral). Essa é uma das nossas preocupações.

Além disso, sentimos a necessidade de permanente construção da(s) identidade(s) do(os) grupo(os): o que estamos buscando, o vínculo com as irmãs, com a congregação, um nome que reflita mais de perto essa caminhada, objetivos, o elo que nos une, expectativas e outras questões...

O projeto de formação é o pilar que visa estruturar a nossa trajetória cuja essência está na Palavra de Deus e nos documentos da congregação que citamos abaixo no item dos pontos de partida e eixos da proposta de formação.

 Sentimos ainda a importância de sermos protagonistas dessa construção. Já participamos ou tivemos a oportunidade de conhecer vários grupos em que, toda a organização, as rotinas, as ações dos grupos já estão todas prontas. A maioria deles tem uma hierarquia bem definida de pessoas que decidem os seus rumos. Muitas vezes entramos mudas/os e saímos caladas/os desses grupos, pois alguém que fala por nós.
QUE METODOLOGIA QUEREMOS:

Precisamos construir uma metodologia que estimule e possibilite nosso protagonismo, que é o de caminhar na contramão da lógica dos grupos que nós participamos e vivenciamos até este momento. A metodologia que queremos é a de um movimento de constante desconstrução e construção, que é exigente e desafiador (desafia-a-dor).

Isso se concretizará por meio de momentos de convivência com as irmãs e outras pessoas que assumiram essa proposta, de encontros celebrativos mensais, de estudos de temas atuais na perspectiva francisclariana, de partilha de vida, sintonia, solidariedade e participação na vida e missão da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, cultivando uma espiritualidade aberta às dores do mundo atual e às relações de irmandade com todas as pessoas e toda a Criação.

Pretendemos que toda essa trajetória seja documentada por meio de diversos registros, como as memórias das reuniões, fotos, filmagens, organização de cadernos de texto de subsídios e outros.


PONTOS DE PARTIDA E EIXOS DA PROPOSTA DE FORMAÇÃO:

  • A realidade local, nacional, mundial
  • A Palavra de Deus como luz que ilumina a nossa realidade pessoal, grupal, eclesial e social. Ela nos orienta para o mundo dos excluídos e excluídas, bem como ao compromisso com a transformação da sociedade.
  • O Carisma Francisclariano expresso nas Fontes Francisclarianas e nos escritos das Irmãs Catequistas Franciscanas.
  • As “Linhas Inspiradoras” ou orientativas da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas.
  • Os “Caminhos” específicos que as Irmãs da Província Imaculado Coração de Maria desejam trilhar.


ESPAÇOS DE INTEGRAÇÃO DA REFLEXÃOESPIRITUALIDADEAÇÃO:

  • A própria família
  • O mundo do trabalho
  • O mundo dos/as pobres
  • Espaços eclesiais
  • Projeto “Economia, Ecologia e Vida”, por meio do estudo da Cartilha: “Outro consumo é possível”, que pode ser repassado em outros grupos.
  • Algum projeto concreto assumido em conjunto (grupo e irmãs)
  • Outros espaços possíveis...


MEIOS E POSSIBILIDADES:

  • Organização da capela da casa de Camargos para momentos de interiorização e oração pessoal e grupal.
  • Organização da biblioteca da casa de Camargos com livros, cartilhas, vídeos e outros materiais de formação.
  • Elaboração de cartilhas e outros textos, conforme os dons pessoais.
  • Criação de um blog dos simpatizantes onde se publicar artigos, experiências etc.
  • Convite a pessoas que partilhem algum tema ou experiências significativas de inserção sociotransformadora e de espiritualidade francisclariana encarnada.
  • Conhecer projetos desenvolvidos pelas Irmãs Catequistas Franciscanas (Ceilândia, São Paulo, Goianira, Guatemala, Jardim Iririú...).
  • Encontros regionais de simpatizantes ( O 1º será em São Paulo nos dias 21 e 22 de agosto de 2010).
  • Outras iniciativas possíveis...

CRONOGRAMA:

  • Cinco encontros de formação (das 14 às 17 horas, com lanche compartilhado, na casa das irmãs em Camargos: 20 de fevereiro, 13 de março, 15 de maio, 10 de julho, 14 de agosto.
  • Dois seminários (com datas a combinar): um em novembro, com temática bíblica; e outro no primeiro semestre de 2011, sobre a economia e o consumo solidário.
  • Quatro retiros anuais com os grupos de simpatizantes das 8 às 13 horas, com lanche e almoço compartilhado, na casa das irmãs em Camargos ou em outro lugar a combinar: Páscoa (3 de abril); Festa de Santa Clara (14 de agosto em Camargos e 18 e 19 de setembro com em Timóteo); Festa de São Francisco (9 de outubro); Natal (17 de dezembro).

EQUIPE DE ARTICULAÇÃO E ANIMAÇÃO:

Uma equipe de articulação ou colegiado é uma possibilidade para enfrentarmos, coletivamente, os desafios, mas este espaço também está por ser construído e pensamos que é necessário que se organize alternativas de encontros periódicos com as outras equipes, de outras cidades e Estados, para construirmos metodologias mais partilhadas. Pensamos que a equipe é importante, mas deve ser rotativa ou periódica. Uma de suas prioridades é a permanente construção e dinamização do projeto de formação.


INTEGRANTES DA EQUIPE DE BELO HORIZONTE A PARTIR DE 10/07/2010:

Cleomar Poleto – BH Centro
Lindalva de Jesus Macedo - Esplanada
Maria Elizabeth Resende - Esplanada
Marília Rocha - Camargos
Alzira Munhoz – Camargos


AVALIAÇÃO: Momentos de avaliação pessoal e coletiva da trajetória. Esses momentos têm, também, uma dimensão propositiva no sentido de definir prioridades e ações de continuidade visando o constante aprimoramento do projeto de formação e da caminhada dos grupos.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O "Grito" por todo país

"O grito", de Munch
O 17º Grito dos Excluídos mobilizou manifestantes em todo o país por justiça social e garantia de direitos. Com o lema Pela Vida Grita a Terra. Por direitos, todos Nós, os protestos tiveram como alvo os escândalos de corrupção, os mega projetos na Amazônia, as mudanças no Código Florestal e até as obras para a Copa do Mundo de 2014.

Fui levada por analogia á Noruega de 1893 quando Munch pinta "o grito" . Com demarcação de profunda angústia e desespero existencial, a figura desnivelada pelo som demostra a propagação das ondas sonoras. Assim o "Grito Nosso - dos excluídos" também vai em busca dos ouvidos atentos para abarcar os problemas sociais que mais nos comove. Esperamos que ele atinja a todos,principalmente os que podem engrandecer as políticas públicas do nosso país. Que não ocorra como no quadro de Munch (que aquelas duas pessoas atrás do que grita,não estão distorcidos porque não se abalaram com o grito), mas que o coração dos brasileiros seja tocado pelas questões sociais mais urgentes de serem mudadas.

– Dependendo da região e da cidade, os movimentos focam em algum direito ligado àquela realidade. Sempre em defesa do direito de participar, de ajudar a decidir, e questionando o modelo de desenvolvimento que gera exclusão – explicou Rosilene Wanseto, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos.

Em Brasília, os manifestantes contra a Corrupção, movimento apartidário convocado pelas redes sociais na internet para protestar contra os episódios de desvio de dinheiro público nos ministérios dos Transportes, Turismo e Agricultura, além da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema de corrupção do governo do Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM.

Brasília - DF

Nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, os manifestantes irão questionar remoções e despejos feitos para dar lugar às obras de estádios e mobilidade urbana para o Mundial de 2014.

Belo Horizonte - MG
Rio de Janeiro - RJ 
Fortaleza - CE

































Também estão na pauta das manifestações populares o uso de agrotóxicos, a criminalização e a violência contra a juventude, a tentativa de flexibilização do Código Florestal no Congresso, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a reforma política.



Em João Pessoa, o Grito dos excluídos levou às ruas mais de 2 mil pessoas, que se mobilizaram desde a tarde passada. Este ano movimentos sociais do campo e da cidade, pastorais sociais e diversas organizações populares saíram às ruas e a concentração ocorreu no Parque Solon de Lucena (lagoa), nas proximidades do no Cassino da Lagoa.
João Pessoa - PB


O manifesto do Grito está dividido em seis temas específicos que foram discutidos e elaborados pelos movimentos sociais organizadores do ato. São eles: Meio Ambiente, Trabalho, Políticas Públicas, Combate a criminalização da Juventude e dos Movimentos Sociais, Direitos das Mulheres e do Movimento LGBT, e o eixo Memória Mística e Utopia.

O Grito do Excluídos surgiu em 1995, ligado à Campanha da Fraternidade daquele ano. Criado pelo Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mobilização ganhou adesão de outras entidades e movimentos sociais aos longo dos anos.

Parte do texto: Correio do Brasil

17º Grito dos (as) Excluídos (as)


O Grito dos (as) Excluídos (as) chega a sua décima sétima edição com realização massiva – neste dia 7 de Setembro, data simbólica da Independência do Brasil. Consolidado como principal espaço de concentração, mobilização e afirmação dos movimentos sociais e suas demandas.

 O Grito deste ano tem como tema Pela Vida grita a terra...Por direitos todos nós!.Com este tema, o ato reforça a participação do povo que, através de suas inquietações e denúncias, se torna sujeito de transformações e de mudanças nas mais diferentes realidades brasileiras. Segundo Luis Bassegio, coordenador do Grito dos Excluídos Continental, a iniciativa do evento já está inserido no calendário popular. "[O Grito] tem se tornado um espaço de manifestação do povo que não tinha onde levantar a voz e encontrou nesse dia uma oportunidade para se manifestar”, disse.

 Contra as altas taxas de energia; pelo direito à moradia digna; pela participação cidadã no processo da Copa Mundial de 2014; contra o desemprego; pelo respeito às mulheres, aos povos indígenas, às crianças e adolescentes; contra os grandes projetos governamentais que afetam comunidades inteiras...Os motivos que levarão milhares de brasileiros e brasileiras às ruas amanhã (7) são muitos.

 Bassegio acredita que, ao longo desses dezessete anos, o Grito dos (as) Excluídos (as) se tornou um espaço de referência agendado do movimento popular, e relembra a trajetória da mobilização, que surgiu a partir do questionamento sobre o Dia da Independência e do apelo do povo pobre que não tinha espaço para manifestar suas dores.

 "É lá que a população faz suas reivindicações, e esse ano o sentido é diferente porque o Grito dará voz não só ao movimento, mas à Mãe Terra que geme em dores de parto”, acrescentou.

 A questão da vida no planeta, um dos temas em evidência nas lutas sociais de hoje, se somam a outras lutas e conquistas que o Grito tem alcançado ao longo de sua jornada. "Isso demonstra que o Grito não acontece somente na Semana da Pátria ou no próprio dia 7 de setembro, mas ao longo de todo ano. Está concentrado nas lutas locais e cotidianas dos e das militantes que lutam contra os megaeventos, despejos, agronegócio, baixo salário”, apontou Bassegio.

 Dentre as outras questões levantadas pelo Grito estão a desigualdade e a má distribuição de renda, problemáticas que têm sido grandes geradores da exclusão em que vive o povo brasileiro. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o atual salário mínimo deveria ser de R$ 2.149,76 para atender as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, conforme prescreve o art. 7 da Constituição. O atual salário mínimo no Brasil é de R$ 545,00, possui, hoje, metade do valor de compra de quando foi criado, em 1940.

 Dentre as lutas alcançadas pelos movimentos, Bassegio destaca o acesso à aposentadoria, resistência das comunidades às obras da Copa de 2014, para citar apenas algumas. Ainda muito há de ser feito. "Questões como código florestal, a Usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará região Norte, reforma agrária ainda estão na pauta dos grandes desafios do movimento”, relatou. 

 As mobilizações contam com apoio e promoção do Setor de Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Comissão Pastoral da Terra, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic), além de diversos movimentos e instituições, que lutam pela igualdade, justiça e a vida.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...