domingo, 21 de agosto de 2011

Feliz dia da Vida Consagrada


Olá, amiga/o e irmã/o de Caminhada


"A Vida Religiosa Consagrada é chamada a ser vida missionária, apaixonada  pelo  anúncio de Jesus... e essencialmente profética..." (VC 25) 
Neste dia em que celebramos a Vida Religiosa Consagrada desejo a cada uma, cada um, fidelidade, perseverança e coragem  para viver, com mais intensidade, a missão de ser sinal  do Reino e  do amor de Deus para o Mundo. Que a Divina Sabedoria nos ilumine, a fim  de que a missão a nós confiada seja vivida na dinâmica do Discipulado, com os "olhos fixos em Jesus".  
Parabéns pelo nosso dia!

Com ternura e comunhão.
Ir. Neiva Furlin - Catequista Franciscana

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Assunção: Maria "desaparece" em Deus



“Maria, antes de ser Nossa Senhora, foi senhora de si” (I. Larragñaga)

A Assunção de Maria foi, durante muitos anos, uma verdade de fé aceita pelo povo simples. Só em meados do século passado proclamou-se como dogma de fé.
É preciso levar em conta que uma coisa é a verdade que se quer definir e outra, muito diferente, a formulação em que se introduz esta verdade. A Assunção é uma “metáfora” que quer balbuciar algo que se encontra mais além dos conceitos e das palavras: que Maria foi “introduzida” na Vida de Deus.
Certamente soaria estranha para a mentalidade bíblica a definição do dogma (“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste”- 1º. nov. 1950). Simplesmente porque foi formulada a partir de conceitos filosóficos e teológicos completamente alheios à sua maneira de pensar. Para a antropologia bíblica o ser humano não é um composto de “corpo e alma”, mas uma única realidade que se pode perceber sob diversos aspectos, mas sem perder nunca sua unidade.

Não podemos entender “literalmente” o dogma da Assunção. Pensar que um ser físico, Maria, que se encontra em um lugar, a terra, é transladada localmente a outro lugar, o céu, não tem sentido. O próprio papa João Paulo II afirmou que o céu não é um lugar, mas um estado. Em linguagem bíblica, “os céus” significa o âmbito do divino; portanto, Maria está já “nos céus”.
Quando o dogma fala de “corpo e alma”, não devemos entendê-lo como o material ou biológico por uma parte, e o espiritual por outra. O dogma não pretende afirmar que o corpo biológico de Maria está em alguma parte, mas que todo o ser de Maria chegou à mais alta meta.
A proclamação do dogma foi uma tentativa de propor que a salvação de Maria foi absoluta, ou seja, que alcançou sua plenitude. Essa plenitude só pode consistir em uma unificação e identificação absoluta com Deus.
Maria terminou o ciclo de seu processo de maturação terreno e chegou à sua plenitude. Mas não por força de acréscimos externos, como fazê-la sentar em um trono, coroá-la, declará-la rainha, senão pelo processo interno de identificação com Deus. Nessa identificação com Deus não cabe mais nada. Chegou ao limite de suas possibilidades. Porque “assumiu” Deus em sua vida, Maria foi “assumida” totalmente por Deus; ela deixou Deus ser grande na sua vida; por isso, Deus a engrandeceu plenamente.

Realiza-se em Maria a situação final, já dentro da história, situação prometida a toda humanidade: “ser um dia de Deus e para Deus”; Maria o é desde o início (imaculada) até o final (assunção), através de uma fidelidade de toda a sua vida.
A Assunção de Maria é considerada, também, como antecipação da nossa ressurreição, que seremos ressuscitados em Cristo. Portanto, a glória de Maria não a separa de nós, mas a une mais intimamente a nós. Maria na glória concretiza, de modo eminente, nosso próprio destino futuro; ela vive agora em plenitude aquilo que nós, um dia, iremos viver. A Assunção é realidade compartilhada
Ela foi “assunta” porque assumiu tudo o que é humano, porque “desceu” e se comprometeu com a história dos pequenos, dos pobres e excluídos... Maria foi glorificada porque se fez radicalmente “humana”.
Crer na Assunção de Maria implica crer na exaltação dos pequeninos e humilhados, dos pobres esquecidos, dos injustiçados sem voz, dos sofredores sem vez, dos abandonados sem proteção, dos mise-ricordiosos descartados, dos mansos violentados...

Essa meta é a que nos espera a todos, se somos capazes de dizer como Maria: “Fiat”.
Nesse sentido, cremos que a expressão mais criativa, mais ousada e completa em toda a história da huma-nidade foi o “fiat” da mãe de Deus. Longe de ser uma palavra de passiva resignação e meiga submissão, o “sim” de Maria expandiu-se com extraordinária força. Mulher nova e livre, em Maria ouvimos a resposta perfeita, o “Fiat” da criatura dito ao Criador; ela é a mulher da oblação. Nela a Trindade vê sua obra levada à perfeição. Seu “sim” tornou possível a Encarnação. Nela, a ação da liberdade e da graça harmo-nizam-se perfeitamente.
Através do seu “sim”, a cristificação do cosmos tornou-se possível e a história tornou-se significante.
O “fiat” da mãe de Deus é para os fortes e corajosos.

Nem sempre temos consciência da força e do dinamismo que a expressão “sim” carrega; uma expressão que move o mundo; expressão oblativa que nos faz ex-cêntricos (o centro é o outro).
Dizer “sim” é ampliar o próprio interior para que Deus possa encontrar mais espaço livre e poder atuar.
Dizer “sim” é deixar “Deus ser Deus”: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc. 1,38).
Ao mesmo tempo, a atitude que se expressa no “sim” é a que mais nos humaniza, pois alarga e desata todas as possibilidades humanas que carregamos dentro de nós. O “sim” pede o envolvimento da pessoa inteira, desde o mais profundo das entranhas até a mobilização do corpo, da mente, da vontade, da afe-tividade...

Nós precisamos de “4 sins” para expressar nossa humanidade expansiva, para percorrer o caminho em direção à plenitude. Dois nós os recebemos e os outros dois nós os damos.
O “primeiro sim” que recebemos, e às vezes o último que descobrimos, acontece em nosso nascimento. É o “sim”  primeiro de Deus à nossa vida, com tudo o que ela é, a afirmação profunda que nos mantém na existência, Neste “sim” de puro amor respiramos e somos.

O “segundo sim” é o daqueles que nos tomaram nos braços ao nascer, nossos primeiros cuidadores: nos alimentaram, nos protegeram, nos acompanharam com o melhor deles e também com suas feridas.
Seu “sim” nos permitiu crescer e ocupar nosso lugar único no mundo.

O “terceiro sim” é o que nós damos. Este, às vezes, nos custa mais. É o “sim” que nos oferecemos a nós mesmos, é o assumir da própria vida em sua espessura, em sua ambigüidade, com as transformações de sua história, e também com toda sua beleza e suas possibilidades ainda por manifestar.

O “quarto sim” é o que nos faz mais parecidos a Deus. É o “sim” que entregamos aos outros para afirmar suas vidas também com tudo o que ela é, sem deixar nada fora, uma afirmação que cura e potencia.
É o “sim” que Maria deu a Isabel quando foi servi-la. Este “sim” está feito de reconhecimento, de respeito e de alegria pelo trabalho secreto de Deus em cada um.

Texto bíblico:  Lc. 1,39-56

Na oração: Contra uma concepção cada vez mais “econômica” do mundo, contra o triunfo do possuir, do ter,
Do prestígio, o Magnificat exalta a alegria do partilhar, do perder para encontrar, do acolher, do admirar, da felicidade da gratuidade, da contemplação, da doação...
O ser humano, e todo o seu ser, transforma-se então em louvor a Deus.
Nenhum outro texto nos revela de maneira tão densa e tão profunda a vida interior de Maria, os pensamentos e os sentimentos que invadem sua alma, a consciência de sua missão, sua fé e sua esperança, sua experiência de Deus, enfim.
Rezar as “marcas salvíficas” de Deus na própria história pessoal.


Folder dos Simpatizantes

Folder_Simpatizantes_Externo
Parte externa dobrável em 3 partes. Clique na foto para aumentá-la no flickr



Folder_Simpatizantes_Interno2
Parte interna tb dobrável em 3 partes

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A liberdade da Alma

O texto é adaptado de um poema de John Muir

“Quero deixar minha alma livre, para que ela possa desfrutar de todos os dons que os espíritos possuem. Quando isto for possível, não tentarei conhecer as crateras da lua, nem seguir os raios de sol até sua fonte. Não procurarei entender a beleza da estrela, ou a desolação artificial do ser humano”.

“Quando souber como libertar minha alma, seguirei a aurora, e buscarei voltar com ela através do tempo. Quando souber libertar minha alma, mergulharei nas correntes que deságuam num oceano onde todas as águas se cruzam, e formam a alma do mundo”.

“Quando souber libertar minha alma, procurarei ler a esplêndida página da Criação desde o princípio”

Por Paulo Coelho

1º Encuentro Simpatizantes de Guatemala

Agenda para ese día foi:

- Acolhida e bem venida
- Presentación
- Objetivo del encuentro
- Oración dentro de la espiritualidad Francisclariana
- Expectativa del primer Encuentro
- Rápida historia de Francisco y Clara
- Historia de nuestra Congregación
- Cuando y como empezó los grupos de simpatizantes en la Provincia
- Momento de cuchicheo: ¿Qué piensan de los que hemos hablado y reflexionado?
¿Después de escuchar todo eso, ¿que dice su corazón: quiere estar en ese grupo o no?
- Momento de Compartir
- Evaluación del encuentro
- Oración Final




El momento en que ellos y ellas compartieron nos causó gran alegría porque todos dijeron que si se siente animados y muy horados porque fueron los primeros invitados para ser parte de este grupo.

 Foram convidados 5 casais y varias personas solteras. Dos 5 casais participaram 3 y os outros dois casais nao puderam participar porque surgiu uma reuniao na útima hora de muita importancia a nivel diocesano.

Irmã Terezinha pacheco e Ir. Olga Ferreira.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Campanha de solidariedade ao povo Xavante do Mato Grosso

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança campanha em favor da comunidade Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A campanha "Cumpra-se Marãiwatsédé" pede a desintrusão da terra, ou seja, a saída dos invasores não-índios da área. A TI. Marãiwatsédé foi demarcada em 1998, mas até hoje os Xavante sofrem com a ação de invasores que resistem ilegalmente a sair do local. Por conta disso, a comunidade, que tem cerca de 3 mil pessoas, é obrigada a viver em apenas 10% do total da área demarcada, pouco mais de 165 mil hectares.

É nesse sentido que o Cimi pede ajuda a todos os amigos, simpatizantes e colaboradores. É preciso difundir a campanha e fazer chegar o maior número de emails possível na caixa postal dos desembargadores responsáveis por apreciar a apelação 0053468-64.2007.4.01.0000, que garante a permanência dos Xavante em sua terra tradicional.


Os primeiros contatos da sociedade nacional com os Xavante se deram por volta de 1957. A partir desse momento, os indígenas foram sendo “empurrados” para fora da área que interessava aos não-indígenas, que se apossaram das terras, promovendo a degradação do meio ambiente e dificultando assim os meios de subsistência dos indígenas. Apesar das terras indígenas já serem protegidas pela Constituição vigente, as terras Xavante foram tituladas pelo estado de Mato Grosso a partir do ano de 1960.

Encurralados numa pequena área alagadiça, expostos a inúmeras doenças, os Xavante foram transferidos pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a Terra Indígena São Marcos, ao sul do estado, numa articulação entre particulares e governo militar, ocorrida em 1966. Grande parte da comunidade morreu na chegada em São Marcos, devido a uma epidemia de sarampo.

Em 1980, a fazenda Suiá-Missu - área incidente na Terra Indígena Maraiwãtséde, de 1,7 milhão de hectares, maior que a área do Distrito Federal e considerada então “o maior latifúndio do mundo” - foi vendida para a empresa petrolífera italiana Agip. Durante a Conferência de Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro (“Eco 92”), sob pressão, a Agip anunciou devolver Marãiwatséde aos Xavante. Em 1° de outubro de 1993, o ministro da Justiça declarou a posse permanente indígena para efeito de demarcação, a ser realizada administrativamente pela Fundação Nacional do Índio (Funai). As contestações contra a demarcação são julgadas improcedentes e, em 11 de dezembro de 1998, o presidente da República homologou a demarcação administrativa da Terra Indígena Marãiwatséde, por decreto - ato administrativo que reconhece a legalidade do procedimento como um todo – e ela é registrada em cartório como de propriedade da União Federal.

Superada a tramitação administrativa da demarcação, as contestações judiciais dos invasores se arrastaram até que, em 5 de fevereiro de 2007, o Juiz Federal da 5ª Vara/MT, dr. José Pires da Cunha, sentenciou na Ação Civil Pública n° 95.00.00679-0, determinando a retirada de todos os invasores e a recuperação das áreas degradadas de Marãiwatsédé. Em outubro de 2010, a Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região confirmou a decisão de primeiro grau.

Em 19 de junho último, o juiz Julier Sebastião da Silva - da 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso - determinou a remoção, em até 20 dias, das famílias de não índios que vivem na Terra Indígena Marãiwatséde. Contudo, em 1° de julho, o desembargador Fagundes de Deus suspendeu temporariamente este mandado de desocupação, acatando o pedido de defesa dos ocupantes ilegais de Marãiwatsédé, na esperança de que algum acordo pudesse ser feito em torno da terra indígena.

Porém, o cacique Damião Paradzané escreveu uma carta à Quinta Turma do TRF da 1ª. Região para que garanta, rápida e definitivamente, a retirada dos invasores de Marãiwatsédé, para que o povo Xavante possa retomar o curso de suas vidas em sua terra sagrada.

É neste espírito que a comunidade Xavante de Marãiwatsédé espera e acredita na confirmação de seus direitos pela Quinta Turma do TRF da 1ª. Região, e convida a todas e todos para se unirem nesta luta que é de todos os brasileiros, divulgando-a entre seus amigos e enviando mensagens aos desembargadores chamados a apreciar a apelação 0053468-64.2007.4.01.0000, de acordo com a sugestão abaixo:

Des. Selene Maria de Almeida - gab.selene.almeida@trf1.jus.br, tel. (61) 3314 56 44, fax (61) 3314 56 77

Des. João Batista Moreira – joao.batista@trf1.gov.br, tel. (61) 3314 56 40, fax (61) 3314 56 76

Des. Fagundes de Deus – fagundes.deus@trf1.jus.br, tel. (61) 3314 56 49, fax (61) 3314 56 78


Sugestão de mensagem:


Excelentíssimo Senhor Desembargador Relator Fagundes de Deus,
Excelentíssima Senhora Desembargadora Selene Maria de Almeida e
Excelentíssimo Senhor Desembargador João Batista Moreira, 


A comunidade Xavante de Marãiwatsédé, do estado do Mato Grosso, teve sua terra tradicional demarcada, homologada e registrada no Serviço do Patrimônio da União em 1998. Entretanto, sua posse permanente e usufruto exclusivo – garantias constitucionais - não estão efetivados devido à permanência de numerosos ocupantes ilegais que a devastaram e que conseguiram, por meio de sucessivos recursos judiciais, permanecer na terra, desmatando-a intensamente até o presente momento.

Os Xavante têm enfrentado até hoje sérios problemas com estes ocupantes ilegais. Ameaças e provocações exigem que os indígenas mantenham vigilância constante e, para se proteger, estão concentrados numa única aldeia, o que não faz parte de sua cultura.

A Quinta Turma do TRF da 1ª Região, da qual Vs. Exas. fazem parte, decidiu a favor dos Xavante em acórdão publicado no dia 22 de novembro de 2010, considerando a posse de todos os ocupantes de má-fé, sobre bem imóvel da União, concluindo que  os posseiros não têm nenhum direito às terras, por se tratarem de “meros invasores da área, inexistindo possibilidade de ajuizamento de ação indenizatória”. As ações impetradas pelos ocupantes foram consideradas como “propósito meramente protelatório, atitude que deve ser combatida vigorosamente pelo juiz da causa”.

É nesse sentido que pedimos a Vs. Exas. que confirmem, de uma vez por todas no TRF da 1ª Região, a magnífica e justa decisão desta Quinta Turma deste Tribunal, garantindo assim esta Casa – nos autos daapelação 0053468-64.2007.4.01.0000  os direitos originários, sagrados e constitucionais do povo Xavante de Marãiwatsédé, para que possam retomar o curso de suas vidas na terra para a qual sempre sonham em voltar, de acordo com a manifestação deste povo, através do Cacique Damião Paradzané.


Respeitosamente,
(nome, profissão, RG e/ou CPF)
(endereço)
Fonte e maiores detalhes

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Simpatizantes de Timóteo - MG celebram o "Dia de Santa Clara".


Sábado, dia 13 de agosto, os simpatizantes de Timóteo e Ipatinga fizeram um retiro em comemoração ao "Dia de Santa Clara". O retiro se realizou das 8 às 20 horas em Timóteo, na casa da Wanda, e foi orientado por Alzira Munhoz, Irmã Catequista Franciscana residente em Belo Horizonte. O reencontro do grupo foi cheio de alegria e de muita reflexão, partilha, celebração e confratenização com um gostoso almoço. Sentimos que a luz de Santa Clara brilhou no rosto de cada uma, cada um. Foi muito bom percorrer o caminho de Clara e perceber como ela buscou "saídas não costumeiras" e "inusitadas" para responder ao chamado de Deus no seguimento de Jesus. Veja algumas das fotos do retiro.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Encontro Nacional de Simpatizantes - Parte 2



Simpatizantes e irmãs se encontram!

“Um caminho que se vai fazendo!”
O último final de semana (05-07/08) foi diferente pra 34 pessoas: as irmãs e as/os simpatizantes do carisma que se encontraram no Instituto Salete, em Curitiba! Elas/eles vieram do Amazonas, de Rondônia, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina. Trouxeram o calor do entusiasmo e a sede de partilhar, de conhecer, de somar.
As reflexões giraram em torno de dois eixos: Formação e Articulação.
Num primeiro momento, foi feita a partilha da caminhada em cada província. Ficou evidente a riqueza e diversidade que a atenção ao sopro da Divina Ruah, a escuta amorosa dos sinais do tempo, vai gerando e corporificando.
Um painel nos ajudou a perceber a marca laical no movimento de Jesus, na família iniciada por Francisco e Clara de Assis, na congregação desde sua origem, bem como a intensidade com que o tema esteve presente nas reflexões dos últimos anos, particularmente, nos dois últimos sexênio.
A manhã de domingo foi reservada para os encaminhamentos. Levantaram-se elementos para elaborar um plano de formação, e se conseguiu compor uma equipe (simpatizantes e irmãs), para animar e dinamizar este processo.
O encontro foi avaliado como um passo significativo na caminhada. Trouxe esperança, iluminação e inspiração, maior compromisso. Destacou-se a riqueza da presença de várias regiões e a certeza de que este processo não tem retorno. Uma simpatizante expressou esta certeza de maneira profunda e poética: “Esta é uma semente que foi lançada ao vento, e não pode mais ser recolhida!”
 
Por: Maria Fachini 
 
 

Construção da Usina de Belo Monte e os problemas habitacionais

 As obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, estado do Pará, já começaram e, com elas, o problema habitacional na região. Em Altamira (Pará), centenas de famílias já deixaram as casas onde moravam por conta da insegurança e da especulação imobiliária ocasionadas pela construção da usina.

Dion Monteiro, integrante do Movimento Xingu Vivo – Comitê Metropolitano, explica que a problemática dos sem-teto se intensificou a partir de maio deste ano. De acordo com ele, o grupo dos sem-teto é formado por famílias atingidas pela especulação imobiliária e por imigrantes que chegam à cidade em busca de emprego. "O grupo de sem-teto tem várias famílias que não conseguiram mais pagar o aluguel e àqueles que chegaram em Altamira e não têm onde morar”, comenta.

De acordo com o integrante do Movimento, existem proprietários que aumentaram em 300% o valor do aluguel por conta da especulação imobiliária provocada pela construção de Belo Monte. "Há caso de o proprietário cancelar o contrato, chegar a pagar multa pelo cancelamento, para poder alugar por preço maior para a Norte Energia [consórcio formado por diversas empresas que atuam na construção da hidrelétrica]”, conta.

A imigração também já é uma realidade no município. Segundo Dion, cerca de 20 mil pessoas já chegaram à região em busca de emprego nas obras. Entretanto, nem todas conseguem moradia e vão para áreas periféricas da cidade, o que gera outros problemas sociais a até ambientais. Outras aumentam as cifras dos sem-teto.

Além desses dois grupos, Antonia Melo, também integrante do Movimento Xingu Vivo, lembra que muitas famílias já saíram de suas casas na periferia da cidade por conta da insegurança. De acordo com ela, essas pessoas moravam em áreas que serão alagadas com a construção da usina e preferiram já sair de lá por medo. "Isso tudo está acontecendo sem que nenhuma autoridade tome consciência disso. Ninguém faz nada. Isso que é o mais revoltante: o silêncio das autoridades”, desabafa.

Dion observa que o grupo de sem-teto está crescendo de forma rápida, realidade que antes não existia no município. A problemática da habitação, segundo ele, ainda se une a outros problemas também intensificados por conta das obras, como trânsito, infraestrutura para saúde, e questões sociais e até ambientais.

O integrante do movimento explica que a falta de moradia tem levado muitas famílias a desmatarem algumas áreas para construir casas. Ao mesmo tempo em que chegam novos moradores em busca de emprego, grandes redes de supermercados e farmácias também começam a chegar à cidade, gerando um problema para os pequenos comerciantes. "Alguns [comerciantes] já até fecharam [os estabelecimentos]”, comenta.

Despejos


Sem ter onde morar, famílias sem-teto buscam áreas desocupadas da cidade para ficar. Entretanto, muitas delas já sofreram ações de despejo. Dion Monteiro, integrante do Movimento Xingu Vivo – Comitê Metropolitano, revela que cerca de 300 famílias de Altamira já foram despejadas.



A ação mais recente ocorreu na terça (9) e quarta-feira (10) desta semana. De acordo com nota divulgada hoje (11) no sítio do Movimento Xingu Vivo para Sempre, as famílias atualmente estão acampadas em frente à sede da prefeitura de Altamira demandando uma resposta do poder público para o problema de moradia na cidade.

O despejo desta semana não foi o primeiro sofrido pelas famílias sem-teto em Altamira. De acordo com Dion, já houve ações anteriores de desocupação de áreas pertencentes a políticos e a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). "As primeiras desocupações foram com agressão, com a utilização de bombas de efeitos moral”, relata, destacando que muitas retiradas não tinham autorização judicial.

Assim como Antonia Melo, integrante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Dion Monteiro reclama da ausência de ações por parte das autoridades. "As retiradas acontecem por força policial e sem informação para onde as famílias poderiam ir, não há políticas públicas”, critica.

Por:Karol Assunção
Jornalista

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Companheiras, amigas, irmãs:



Estamos juntas celebrando esse dia claro de CLARA... a-gosto, mês da varredura por aqui nessa terra Brasil: muito vento,

muitas folhas pelo chão, muitas sementes voando por aí afora, então, quer dizer, que haverá muitos nascimentos e re-nascimentos também por aí... o Espirito sopra onde quer!

Acreditemos.

Nosso desejo e nossa ternura hoje nos diz que o seguimento de Jesus de Nazaré feito por Clara de Assis, àquela época, também é um apelo para nossas vidas no meio do povo, com o povo, junt@s sempre em busca de JUSTIÇA para tod@s!

Então:


"Amando-vos umas às outras com caridade em Cristo, demonstrai por fora,
por meio das boas obras, o amor que tendes por dentro" (Testamento, 59).


E nós, cá na periferia de todos os mundos, também como Teresa Valler,Lúcia, Marlene, Beatriz, Alzira, Elza, Dora, Augusta e tantas outras queremos estar junt@s celebrando, e em comunhão, esta gente feliz e sempre pedindo e cantando... "ME MOSTRE TEU ESPELHO, CLARA IRMÃ!"


Meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê...



Abraço bem carinhoso de nós,


Augusto,Betânia,Beth,Cássio,Cleomar,Gisele, 
Lindalva,Maria Amélia e Márcia


Grupo FrancisClareano BH
Festa de Santa Clara, 2011
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